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Grupos se reúnem com a presidente da Tufts University. Grupo Mulher Brasileira esteve presente como parte do projeto.
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A Tufts University de Medford/Somerville em Massachusetts realizou na segunda-feira (1°) o oitavo Simpósio Presidencial Anual para celebrar as parcerias com a comunidade. O Grupo Mulher Brasileira (GMB) esteve representado pela presidente e co-fundadora, Heloisa Galvão.
O evento, um café da manhã, foi comandado pelo presidente da universidade, Lawrence Bacow. De acordo com ele, uma instituição de pesquisa como a Tufts traz conhecimento com valor acadêmico mas que também pode ser aplicado no mundo lá fora. “Nossa visão da Tufts é que somos uma universidade com mais fronteiras de fácil penetração. Não queremos ser uma torre de marfim”, disse ele.
A parceria com o GMB é de suma importância, na opinião de Heloisa, pois dá visibilidade para o trabalho da organização no mundo acadêmico. Segundo ela, os trabalhos de pesquisa não são legítimos sem o apoio da comunidade. “Enriquecemos uns aos outros”, disse ela, aproveitando para elogiar o trabalho da instituição. “Não faria parceria com uma universidade sem critérios éticos.
A Tufts realizou parceria com o GMB para desenvolver o projeto da Cooperativa de Housecleaners Brasileiras Vida Verde, a qual ganhou atenção nacional e internacionalmente. Durante um evento na Dinamarca, o projeto que usa produtos não tóxicos e ajuda a saúde e o meio ambiente foi apresentado. Segundo Heloisa, a parceria com a Tufts só aumenta a expansão do grupo. “Precisamos da universidade para termos uma voz lá fora e trazê-la para outro nível. É crucial”.
A presença da estagiária americana Leah Resneck no GMB mostra que a parceria vai longe. Estudante da Tufts, ela escolheu a organização a dedo. O estágio permitirá a Leah ganhar créditos no curso.
Formando alunos conscientes
A exemplo de Heloisa, o diretor executivo da organização The Welcome Project, de Somerville, exaltou a parceria com a Tufts. Warren Goldstein-Gelb disse que a universidade ajudou a organização, que tem como objetivo engajar as comunidades imigrantes na vida cívica, a aumentar sua capacidade de pesquisa e a promover sua missão.
Alunos da instituição participaram de um projeto do The Welcome Project, mostrando através de fotografias e histórias as diferentes gerações de imigrantes de Somerville. A mostra foi no museu local. “Foi uma verdadeira pesquisa e contribuiu para algo muito positivo na cidade”, disse ele.
Na opinião da Dra. Linda Sprague Martinez, professora de cursos que falam das disparidades na saúde entre os imigrantes, a parceria entre a Tufts e as organizações locais é fundamental para que as verbas destinadas aos projetos de pesquisa continuem. Segundo Linda, não pode haver sustentabilidade sem parcerias comunitárias.
Ninguém melhor do que os estudantes para falar sobre a experiência. De acordo com Linh Phan, as pesquisas na comunidade permitem um conhecimento que os alunos não teriam. “Como estudantes da Tufts, somos ensinados a fazer a diferença quando saímos da universidade. Isto é difícil de fazer quando você não tem experiência durante o seu curso”, disse ela.