Lúcio Souza Versão para impressão
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Caro leitor, chega ser prazeroso sentir meus ombros arderem com o calor do sol, usar uma bermuda, calçar uma sandália e simplesmente limpar minha garagem, caminhar na rua sem usar o carro, ver o vizinho e ouvir aquela reclamação do calor. Isso é o fenômeno chamado verão. No verão todos demonstram automaticamente uma felicidade incandescente, são as músicas nos carros, as procuras por atividades esportivas, aumentam as bermudas, sandálias, camisetas e mini-saias finalmente saem das gavetas para alegrarem as ruas e parques da cidade. Depois do trabalho ou no final de semana todos querem se refrescar, daí os lagos, praias, piscinas e quintas com chuveiros, acompanhados de um bom churrasco, caem maravilhosamente bem. Mas nem tudo é maravilha, têm aqueles que se empolgam e aumentam o som, esquecendo que seu vizinho tem um neném de alguns meses, ou não gosta de ouvir um Bruno & Marrone, ou então um insuportável rap. Esse ninguém merece! O perigo também, é o jeito que alguns brasileiros olham para a mulher casada, tanto nos lagos, piscinas, praias, etc. O pior é quando alguns desses, depois de tomar todas, se acham o próprio galã das oito e partem para a cantada. Aí o bicho pega! Por isso que muitos casais devem procurar evitar ambientes aglomerados de solteiros. Nada pessoal, só uma sugestão! Outro problema no verão é tentar segurar um pouco os adolescentes, problemas com acidentes, bebidas alcoólicas, drogas, brigas e gravidez, podem mudar de vez a vida de um jovem. E todos nós sabemos que problemas desse tipo acontecem todos os dias, então acho que é melhor ser um chato tentando alertá-los, do que ser cúmplice de um jovem que estragou a sua vida tão cedo. Se o verão traz tanta vontade de viver, então porque você quer se matar? Caros usuários de entorpecentes desculpem minha caretice, mas em minha opinião, para viver intensamente basta querer e, durante quarenta anos de caretice, o que me fez muito triste foi desperdiçar horas de alguns dias de verão para visitar ex-amigos na prisão, hospitais e cemitérios. Então, graças às más experiências destes jovens, descobri que é melhor bem melhor ser careta! Lúcio Souza (China) Diretor