Lúcio Souza Versão para impressão
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No Brasil, mais de 60% da população ainda vive da renda vinda do pai de família. Exemplo: O pai de família no Brasil sai todos os dias para trabalhar em diversas profissões, pedreiros, balconistas, bancários, taxistas, caminhoneiros, professores, padeiros, policiais etc. Enquanto isso, os filhos podem estudar, mulheres podem cuidar das casas e crianças quase que tranqüilas, sabendo que os maridos estão fazendo a parte deles, trazendo o pão e pagando as contas! Muitos de nós presenciamos histórias assim no Brasil o que é muito normal. Pois é! Igual aos profissionais citados acima, era a vida de um brasiliense de 53 anos antes de imigrar para os Estados Unidos. Têm três filhos e residiu em Nova Iorque durante seis anos, e depois de mais de 30 anos de casado, fazendo o papel de chefe da casa, trabalhando duro como representante de uma fábrica de cerâmica, foi como imigrante que ele descobriu a verdadeira personalidade da esposa. Durante seis anos, sem falar inglês e sem documentos tipo carteira de motorista, ele conheceu as dificuldades que todos nós imigrantes já estamos cansados de enfrentar por aqui. O que se tornou insuportável na sua vida de imigrante foi exatamente o que ele nunca imaginava enfrentar, sua própria esposa! Por ter mais facilidade de encontrar emprego, tipo limpeza de casas, salão de beleza, secretária, garçonete e outras áreas que empregam mulheres por terem boa aparência, ela nunca ficou desempregada nos Estados Unidos. O marido notou durante esses seis anos, que sua esposa juntou uma boa quantia de dinheiro, além de mobiliar a casa toda da sua maneira. Ela não economizava críticas e a pior era: “Fui eu que comprei”, se referindo ao computador, carro, celular, móveis e até mesmo comida. As coisas foram piorando de tal forma, que ele chegava a ficar o dia inteiro fora de casa procurando alguma coisa para fazer. Só encontrava trabalho bastante pesado, como ajudante de carpinteiro, pedreiro, de jardinagem, em telhados, e até ajudante de mecânico ele tentou, mas não teve sucesso. Quando as coisas começavam a ficar bem o patrão dispensava por estar chegando o inverno. O pior ainda estava por vir, um casal de amigos veio do Brasil para visitar Nova Iorque e ficou no apartamento deles, então certo dia, eles levaram o casal para conhecer a Estátua da Liberdade, símbolo da cidade. A esposa dele fez questão de pagar o passe dos amigos, daí ele pediu baixinho dez dólares a ela para completar a sua entrada no barco, então o inesperado aconteceu, foi a maior humilhação que um desempregado poderia passar perante amigos, e naquele momento, em tom alto e com muita ignorância ela negou dizendo: “Você acha que eu vivo com um cafetão? Então ele falou: “É o fim, eu não preciso passar por isso”. Saiu, desapareceu nas ruas de Nova Iorque chorando e decepcionado com tudo e todos. Tinha na carteira um número de telefone de um diretor de um jornal brasileiro, a quem ele pediu ajuda para encontrar um trabalho. Através deste diretor ele encontrou um amigo de Brasília que se comoveu com a sua história e deixou-o morar e se alimentar durante seis meses de graça, para que pudesse comprar sua passagem para o Brasil. Sua esposa dizia para as amigas que seu marido teria lhe deixado sem razão, e que logo iria voltar com o rabo entre as pernas! Quando ela ficou sabendo do paradeiro do marido, já fazia sete meses que ele estava no Brasil, trabalhando e morando com um dos seus filhos, que é casado. Hoje, um ano depois, ela continua vivendo em Nova Iorque com seu filho mais novo. Não se agüenta de tanta depressão por ter feito o que fez, e fica sabendo através de cartas, que seu marido está feliz no Brasil perto dos netos e todos os familiares, e mais feliz ainda por estar vivendo do seu trabalho no seu país. Agora ele manda uma mensagem para todos vocês: “Não deixem o dólar mudar seu caráter, igual político recém eleito!”. Espero que a história de hoje, venha ajudar alguém que sem notar, já esteja contaminado com o poder do dinheiro. Tenha uma ótima semana e até a próxima. Lúcio Souza (China) Diretor