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Editorial - Lúcio Souza

Solucionar tem meu nome

06/08/2011 09:43:23 AM
Editorial - Lúcio Souza

Lúcio Souza

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No nosso dia a dia as pessoas vivem perguntando... Tudo bem? Como você vai? Como anda as coisas? E por educação a gente responde – Vai tudo bem, obrigado! Mas será que vai tudo bem mesmo? Claro que não! Acho que não existe ninguém neste mundo que não tenha algum problema para resolver.

E os problemas vão surgindo sem avisar, sejam conjugais, na saúde, na parte financeira, com filhos, com algum amigo, alguém da família enfim, problemas existem para isso mesmo, fazer a gente correr atrás do prejuízo, e solucioná-los. Eu mesmo já enfrentei vários na minha vida, e vou estar sempre preparado para solucionar os que estão por vir, pois eles nunca vão parar de surgir nas nossas vidas. E tenho a plena certeza que cada um de vocês, leitores, também enfrentam os seus todos os dias.
O que não podemos fazer é deixar de encarar os problemas de frente. Eu poderia dar alguns exemplos de pessoas - com documentos neste país - que eram donos de lojas, restaurantes, pizzarias etc. E que, por causa da crise financeira, fecharam seus negócios, perderam suas casas e acabaram usando a ajuda do governo federal.

Tem gente por aí que finge estar doente, por isso, desempregado, mas se a polícia investigar a vida do sujeito, vai ver que ele não tem nada de doente, nem tampouco está desempregado, ele é praticante de um crime muito comum, mas muito fácil de ser pego pela Polícia Federal Brasileira. Ele vive do contrabando entre Brasil e Estados Unidos, na maior cara de pau.

Houveram aqueles, que para tentar sair das dívidas, começaram a dar golpes na comunidade vendendo o mesmo carro, para duas, três ou até quatro pessoas diferentes, e depois fugiram do país deixando um rastro sujo na polícia, nos bancos e nos jornais da comunidade. Infelizmente, pessoas assim costumam perseguir aqueles, que mesmo com seus problemas financeiros, ainda conseguem manter seus nomes limpos com a justiça.

Conheço a história de um cara, que ao se separar da esposa, não quis nada que lhe era de direito sobre quatro imóveis no Brasil, entre eles dois apartamentos na praia, uma casa, e um terreno. Tudo porque sua ex-esposa levava dois filhos dele para morar no Brasil. Ainda pagou durante anos uma ajuda financeira mensal.
Pois é! Hoje em dia este cara não conseguiu muita coisa na vida, e também foi uma das milhares de pessoas que se tornaram vítimas da crise financeira neste país. Hoje, a família da ex-esposa e a sua família, exigem na justiça alguns direitos e benefícios para filhos, no qual o cara nunca teve.

Talvez se na época ele tivesse abandonado seu trabalho nos Estados Unidos, e fosse morar no Brasil trabalhando em restaurante, ou vendendo refrigerante na praia, ou até mesmo fizesse igual a alguns, que insistem em viver do contrabando, talvez ele tivesse o respeito e admiração da máfia. Quem vive no crime... Não deve se envolver com justiça.

Lúcio Souza

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