Lúcio Souza Versão para impressão
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Da infância à adolescência, aos poucos vamos construindo um adulto, no qual a ele, vamos entregar toda responsabilidade de uma vida. E, na vida deste adulto, com o passar dos anos, ele vai ter que ser muito determinado para separar os maus resíduos que absorveu no período da adolescência, separando assim, todas as más influências adquiridas. Podemos nos chamar de “analista pessoal”, pois todos nós temos a capacidade de enxergar nossos próprios erros, defeitos e qualidades, e imaginar em que mar o nosso rio vai chegar. O que não podemos é ficar à deriva no rio da vida, sem ter a certeza de onde nem quando vamos ancorar.
Minha mãe sempre me diz: “quando a cabeça não pensa, o corpo padece”. Nos meus quarenta e dois de vida, este ditado já ficou mais que comprovado, realmente as coisas não acontecem com a gente só por acontecer, se não for um acidente de momento, o resto das coisas que acontece na sua vida, com certeza foi você mesmo quem procurou.
Imaginem vocês, uma mulher extremamente religiosa, que saiu do Brasil para viver nos Estados Unidos. Entre os vários planos, estava o de procurar sua independência financeira, além de construir uma família neste país. Talvez por estar no lugar errado e na hora errada, a nossa amiga brasileira, conheceu, namorou e casou com um americano, que antes a tratava como uma princesa. Parecia estar dando tudo certo para ela, pois com o nascimento do seu filho, ela já estava com uma família construída. Porém, a máscara do seu príncipe começava a cair. Primeiro foram as constantes saídas para bares e noitadas, no qual ele sempre retornava tratando-a com muita ignorância.
Logo depois ele perdeu a cabeça e a espancou pela primeira vez... Ela não o denunciou à policia, pensou tratar-se de uma reação de momento apenas, e achava que a coisa fosse melhorar. Então os anos se passaram e, como não poderia ser diferente, seu filho cresceu vendo as constantes confusões entre seus pais. Vejam vocês, agora que nossa amiga criou, definitivamente, coragem para denunciá-lo, seu filho, de apenas oito anos, implora chorando para sua mãe não entregar seu pai à polícia. Então caros leitores, - e agora? Qual seria a sua reação? O que deveria fazer a nossa amiga brasileira? Entregar o pai do seu filho à polícia? Separar-se dele e brigar na justiça pela guarda do seu filho? Ou simplesmente sumir, como fez a brasileira que deixou o americano que virou popstar a procura do seu filho no Brasil?
Como eu disse no começo, esta decisão cabe ao adulto que nós temos dentro de nós hoje, tomar o caminho adequado neste momento. Todos nós erramos e quase nunca aprendemos com os nossos erros, nem tampouco com os erros dos outros. Então, resta torcermos para que esta brasileira não termine como vítima, como aconteceu com outras brasileiras em Bridgeport, CT. A todos uma ótima semana e obrigado pela atenção. Lucio Souza (China) (203) 449-8818.