Lúcio Souza Versão para impressão
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Todos devem estar acompanhando a história do garoto Juan,
de 11 anos, que está desaparecidodesde dia 20 do mês passado, após uma operação policial na favela do Danon, em Nova Iguaçu, RJ. A mãe
do garoto já perdeu as esperanças de encontrar o menino com vida.
Outro adolescente, que foi baleado duas vezes por balas perdidas no mesmo tiroteio, disse que ainda tentou ajudar o menino que já se encontrava ferido no chão de um beco, encurralado entre bandidos e a polícia, mas ele recebeu outro tiro no ombro, e teve que deixar o local sem socorrer o garoto.
Ao receber ajuda de uma senhora, mesmo baleado ele diz está bem, e pede para ela ir ao beco onde se encontrava o garoto Juan, que estava
bastante ferido. O pai do adolescente leva o filho para o hospital e sai à procura do pequeno Juan e descobre, através de manchas de sangue
e da sua sandália, que ele foi ferido, mas o corpo desapareceu do local como se alguém quisesse esconder a prova do crime.
Desde então ficaram inúmeras perguntas no ar... Quem teria atirado no garoto? Quem teria desaparecido com o corpo do pequeno Juan? Os policiais, por ter acertado sem querer um garoto? Os traficantes, por
tentar colocar a culpa nos policiais? A verdade é que nada vai trazer o pequeno Juan de volta para sua mãe.
E o que fica nisso tudo é uma indignação generalizada com a segurança nos bairros mais pobres do Rio de Janeiro. Se não podemos confiar
na polícia, só nos resta confiar em Deus, já que até os políticos só pensam no seu bemestar, e fazem da corrupção o melhor passatempo da classe política neste país.
Agora eu pergunto, caros administradores brasileiros... Quantos Juans o Brasil vai ter que sacrificar até eles acharem uma solução para a falta de segurança do país? Quantos policiais terão que ser presos
por corrupção, roubos e assassinatos, para as corporações descobrir que precisam escolher melhor esses profissionais?
É duro, para qualquer brasileiro, um dia ligar a TV e ver no noticiário que um garoto foi morto dentro de uma classe de aula, atingido no peito
por uma bala perdida. Que alguns policiais foram presos pelos seus colegas quando estavam roubando um posto de gasolina. Isso mesmo, depois de trocarem balas com a polícia e serem presos, a polícia
descobriu que os assaltantes eram policiais à paisana.
E no caso do Juan, claro que quem sumiu com o corpo do menino foi o assassino, na tentativa de queima de arquivo. Gesto muito usado pelos
bandidos em todo Brasil. A mídia faz sua parte, tenta pressionar as autoridades responsáveis para solucionar o caso. E o povo fica na esperança que não aconteça algo parecido, pelo menos até resolverem
o desaparecimento deste garoto. Estamos de
olho!