Lúcio Souza Versão para impressão
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Lendo ou assistindo as notícias do mundo, a gente se depara com diferentes situações no cotidiano. Podemos imaginar aqui uma situação de puro contraste. Um helicóptero leva para emergência uma vítima resgatada em um acidente na estrada, e que tem pouca chance de vida. O médico já foi acionado e sai às pressas de casa para encontrá-lo no hospital e tentar salvar mais uma vida.
Ao parar em um posto de gasolina, o médico vê um corpo na esquina com várias pessoas olhando, ele pergunta: o que foi? - Responde o frentista: - Um assaltante deu um tiro nele por causa de um celular. O médico então saiu pensando, no quanto estava sendo gasto para salvar a vida do acidentado na estrada e que, enquanto isso, alguém estava perdendo a vida por causa de um celular - na esquina do hospital!
No Haiti, bombeiros e soldados brasileiros passaram horas para retirar dos escombros, uma das vítimas do terremoto. Depois de quase 12 horas eles conseguiram retirar uma senhora com vida, que agradeceu a todos a paciência e a força de vontade para salvar sua vida, no meio de tantas vítimas.
Na mesma reportagem, no mesmo Haiti, a televisão mostrou um miserável espancando outro por causa de um saco de comida, era tanta paulada nas costas que o miserável soltou o pacote, caiu agonizando perante todo mundo. Como na primeira história do médico, esta também mostra o contraste da vida por nada... Ou o tudo pela vida.
Agora imaginem uma mulher que estava preocupada com seu nariz e algumas rugas. Ao chegar à clínica ela recebe o orçamento da sua cirurgia plástica... Oito mil reais, o que não é nada para uma pessoa rica.
Daí surgiu uma personagem muito corajosa, uma enfermeira que sabia de caso muito triste, uma paciente que precisava fazer uma cirurgia de emergência. Então a enfermeira foi para o tudo ou nada, chegou ao ouvido da senhora rica e disse: - “Com oito mil reais a senhora vai ficar mais bonita do que já é, e com apenas mil reais, a senhora salva a vida de uma mãe de família, que tem um bebê de apenas seis meses”, e completou – “Se não puder ajudar, por favor, não conte para meu chefe, porque aí, além de não salvar a mulher, ainda vai deixar uma mãe de família desempregada.
Muito corajosa esta enfermeira não? Pois ela não perdeu o emprego, salvou uma mãe de família, e ainda deu oportunidade a uma destas mulheres ricas fazer uma boa ação.
Histórias iguais a esta estão acontecendo todos os dias por aí, elas mostram o que as pessoas podem fazer para salvar uma vida. Enquanto isso, outras continuam tirando a vida dos outros, como se estivessem simplesmente apagando uma vela. É a vida sem preço, ou um preço baixo pela vida. Obrigado pela atenção. (203) 449-8818, Lúcio (China).