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Editorial - Lúcio Souza

Não importa o que eu faço... E sim quem eu sou!

04/13/2010 08:25:01 PM
Editorial - Lúcio Souza

Lúcio Souza

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Ao analisar as pessoas que vivem aqui nos Estados Unidos, atitudes tidas como “normais” no nosso Brasil varonil seria, no mínimo, algo curioso. Imaginem a cena... Uma senhora chega a uma destas lojas que vendem os melhores livros, dos melhores escritores e poetas da história da literatura, e diz: - “Estou querendo comprar um presente para seu marido”! – a senhora sabe o gosto dele?, indaga-lhe o vendedor da loja. – “Ele adora Machado de Assis, e também gosta de ler sobre bons vinhos, no qual também ele conhece bastante”, diz a senhora. Até aí estava tudo bem, mas ao perguntar com o quê o marido dela trabalhava, a surpresa: - “Ele trabalha na coleta de lixo da cidade”!
Para um vendedor aqui nos Estados Unidos, a resposta da senhora não tem nada de anormal. E no Brasil? Qual seria a expressão do vendedor? Ao ouvir que um gari, depois de um dia de trabalho pesado, chega em casa e depois do banho, tem jantar acompanhado de um bom vinho, e ainda curte um clássico de Machado de Assis como leitura? Um pouco difícil de imaginar?
Não estou - com este comentário - criticando a profissão dele, mas sim comparando as condições de trabalho dos EUA com o Brasil. Por aqui já é normalíssimo encontrar garis, jardineiros, pintores, encanadores e pedreiros jantando em bons restaurantes, em quase todos os finais de semana, e saboreando os melhores vinhos do local.
Na semana passada, presenciei uma dessas ricas donas de mansões, que humildemente recebia orientações do seu jardineiro - sobre a Europa! Ela está pensando em conhecer a França neste verão, exatamente onde o seu jardineiro passou as férias no ano passado. Ele dava sua opinião pessoal a respeito de algumas coisas que ela poderia conhecer na viagem.
Outra coisa interessante que aconteceu, foi quando o dono de uma agência de automóveis decidiu vender seu negócio de última hora; quem você acha que deu uma oferta para comprar a loja de carro? O seu mecânico! Ao ficar sabendo, através de um jornal, que seu patrão queria vender a loja, o mecânico checou sua conta bancária e não perdeu tempo: - “Oi chefe, quanto o senhor está querendo pela loja”? - o pior é que esta pergunta, mesmo vinda do um funcionário, é normal aqui nos Estados Unidos.
São as imensas oportunidades de vida que este país proporciona a qualquer pessoa, sendo ela formada ou não em curso superior. Basta trabalhar sério, com honestidade e objetivo na vida, que o resto vai se encaixando na trajetória que você mesmo escolheu. Mas também é verdade que este país não te dá nada, é você quem alcança tudo com seus próprios esforços, por isso eu sempre digo: respeitem as pessoas e não as aparências. (203) 449-8818, Lúcio (China). Obrigado.

Lúcio Souza

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