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Editorial - Lúcio Souza

Não dá pra ser feliz!

07/21/2010 08:49:49 AM
Editorial - Lúcio Souza

Lúcio Souza

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Não é fácil imaginar que uma criança cheia de esperança, saudável e estudiosa, saia de casa para ir à escola e, dentro da sala de aula, seja atingida no peito por uma bala perdida, e caia agonizando apertando em sua mão um lápis, falecendo na frente dos colegas de classe.

Isso aconteceu na semana passada, em uma escola cercada de favelas na cidade do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, disparos teriam acontecido em uma passarela ao lado da escola e, ouvindo o barulho dos tiros, professores, diretores e alunos se jogaram no chão, na tentativa de se proteger do tiroteio.

Infelizmente, não deu tempo para aquele garoto se livrar do projetil, popularmente chamado de ‘bala’ e, que até aquele momento, era considerada como uma “bala perdida”. Ao ser entrevistado, o pai do garoto mostra toda sua indignação dizendo: - “E agora, o que adianta saber quem matou meu filho? Nada vai trazer ele de volta, isso vai servir apenas para aumentar as estatísticas da violência neste país”.

Agora vamos para outra história, esta aconteceu no estado do Pará. Ao simplesmente andar na rua, uma mulher sente que foi atingida por uma pedra, que ela não sabe de onde veio, mas ao ver muito sangue sair do ferimento, ela procura um posto médico. Ao chegar lá foi examinada por médico e enfermeiros, que cuidaram do ferimento com um curativo.

Dois meses depois, a mesma mulher procura um hospital se queixando de fortes dores de cabeça, segundo ela as dores começaram depois daquela pedrada, ocorrida há dois meses e que o ferimento foi parcialmente curado no posto médico local. Ao fazer os exames certos na paciente, os médicos descobriram - através de raios-X - que a mulher estava com uma bala de revólver alojada na sua cabeça, entre o couro cabeludo e o crânio.

Então ficou provado o seguinte: aquela mulher foi atingida de raspão por uma bala perdida sem tanta força, que entrou fazendo um buraco em um lado e se alojando em outro lugar. Segundo especialistas, a bala pode ter vindo de um disparo muito distante, que felizmente chegou à cabeça da jovem com pouca força.

Agora vejam vocês, eu estou aqui falando de um problema tão antigo no Brasil, e que a cada ano se agrava mais e mais. Cada ano que passa vai aumentando cada vez mais a probabilidade de milhares de pessoas morrerem de balas perdidas nas áreas de conflitos, entre policiais e traficantes em favelas em todo o Brasil.

Esse é apenas um dos milhares problemas que o Brasil apresenta neste momento. E a gente ainda tem que ver o presidente Luiz MALA Lula da Silva discutir com outro MALA, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o tamanho dos aeroportos brasileiros para a Copa do Mundo de futebol para 2014. Em vez de se preocuparem com as balas perdidas, eles só pensam em lançar o trem-bala do Rio a São Paulo... Como se a gente precisasse de mais alguma bala no Brasil. Palhaçada!

Lúcio Souza

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