Lúcio Souza Versão para impressão
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O trabalho jornalístico requer muitos cuidados, um deles é o dever de manter a verdade dos fatos em suas matérias. Para um jornalista, dar uma notícia exclusiva é como se o próprio fosse aquele jogador de futebol, que surge na área na hora e no lugar certo para marcar aquele gol, que todos estavam esperando.
Mas o gol de placa para um jornalista é quando aquela matéria, além de exclusiva, causa aquele impacto de denúncia. O próprio jornal Comunidade News já teve a felicidade de fazer vários gols de placa nesta comunidade, denunciando alguns brasileiros que caíram na fraqueza de se envolverem em falcatruas.
Alguns foram presos, outros fugiram deixando um rastro de crimes para trás, e ainda tiveram aqueles que apenas mudaram de cidade, e até hoje se mantêm infiltrados em igrejas de outras comunidades, como se nada tivesse acontecido. E o comprometimento do jornal na comunidade é preventivo, através das inúmeras matérias policiais em todas as comunidades brasileiras, talvez venha fazer com que muitos outros imigrantes desistam de tentar planejar mais um golpe.
Na semana passada, no Brasil, a mídia não falava em outra coisa a não ser o lixo hospitalar que uma quadrilha de brasileiros começou a enviar para o Brasil, contâineres lotados de lençóis, seringas, travesseiros e tecidos usados em hospitais nos Estados Unidos. Isso causou o maior barulho em todo o Brasil, pois os lençóis foram encontrados em vários hotéis do Nordeste brasileiro.
Bom, quem já vive aqui há algum tempo, sabe que não é de hoje que brasileiros mandam coisas usadas para o Brasil. A verdade é a seguinte... Se muitas coisas que já não servem mais para os americanos, para muitos brasileiros daqui ainda têm muita serventia, imaginem para as pessoas mais simples lá no Brasil?
Agora, enviar materiais hospitalares usados como lençóis, tapetes, seringas, travesseiros, tecidos etc. para o Brasil, sem avisar que são materiais de hospitais - que talvez estejam contaminados - é um crime. E por aqui já estamos investigando com as companhias de mudanças quem mandou tantas caixas para o Nordeste brasileiro.
Na semana passada, fiz pessoalmente visitas em alguns hospitais entre NY, NJ e CT, perguntando aos diretores o que eles fazem com os lençóis, travesseiros etc. usados. Aos poucos, vamos chegando perto de algumas pistas que nos levem aos traficantes de lixo hospitalar para o Brasil.
Vamos atrás da verdade dos fatos, quem sabe logo logo vamos marcar mais um gol de placa jornalístico? E, claro, se vocês tiverem alguma informação que possa nos ajudar... Não pense duas vezes, e-mail luciochina@msn.com (203) 449-8818, conto com cada um de vocês, para que juntos possamos desmascarar mais uma falcatrua de brasileiro neste país. Obrigado.