Lúcio Souza Versão para impressão
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O crime organizado agora está investindo nas pequenas cidades. Primeiro eles vão até a cidade pesquisar, observam o movimento dos bancos e a polícia local. Resultado da pesquisa: o melhor banco da cidade tem alguns milhões em dinheiro vivo, a delegacia da cidade tem nove policiais, com um detalhe: - nunca participaram de nenhum tiroteio na vida e estão muito mal-armados.
Cidades iguais a esta existem aos milhares em todo Brasil, elas são como banquetes para bandidos de alta periculosidade, o que também não falta naquele Brasil. Então eles chegam à pacata cidade, entram no banco armados de escopetas, metralhadoras e outras armas de alto calibre, dominando toda a cidade.
Correndo, os policiais saem da delegacia e ficam sabendo que o assalto estava acontecendo do lado direito da cidade, correm então para o lado esquerdo, dizendo que iam buscar reforços. Mas buscar reforços aonde meu Deus? Se a cidade mais perto fica a mais de uma hora e, para piorar, ela é três vezes menor que a cidade do assalto.
Esses planos de assaltar pequenas cidades já estão ficando tão normais no Brasil, que a crítica já está comparando com os ataques do bando de cangaceiros do tão conhecido Virgulino Ferreira da Silva. O lampião! Que aterrorizava as pequenas cidades do sertão nordestino nos anos de 1930. Por mais incrível que pareça, ainda hoje existem quadrilhas aterrorizando cidades em todo o Brasil.
A cidade mais aterrorizada por quadrilhas no Brasil chama-se Brasília! A cada quatro anos entra um Lampião com sua Maria Bonita e começa a nomear seus cangaceiros. Tem cangaceiro da fazenda, da cultura, da saúde, do ‘cambal’. Todos bem preparados para responder aos ataques da imprensa. As armas são – “não sei de nada!” -- “eu sou inocente!” -- “não fui eu!” e, a mais usada é: -- “então prove!” Não são armas de fogo, mas imobilizam um país com a falta de vergonha dos administradores brasileiros. O cangaço do plenário.
Enquanto as grandes cidades pedem socorro pela descontrolada violência, as pequenas começam a rezar para não serem escolhidas pelas quadrilhas organizadas. Pois elas sabem que têm tudo que as quadrilhas precisam... Dinheiro e falta de segurança. Esta é a realidade das grandes e pequenas cidades do Brasil, basta querer assaltar, roubar ou matar, se os marginais quiserem, dificilmente irá aparecer alguém para impedir.
Então, resta-nos ficar atentos e esperar por mudanças nas leis, talvez se os cangaceiros de gravatas resolverem ser mais rígidos nas leis, e pressionarem os cangaceiros de armas, aí sim, as pequenas e grandes cidades vão se sentir um pouco mais seguras. Por enquanto está assim, os políticos fingem que pagam, e os policiais fingem que fazem a segurança... E o povo - como sempre - paga o prejuízo. (203) 449-8818 Lúcio (China). Obrigado a todos pela atenção e até a próxima.