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Editorial - Lúcio Souza

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10/22/2008 10:20:35 AM
Editorial - Lúcio Souza

Lúcio Souza

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Os veículos de imprensa de vários países mostraram as imagens do seqüestro de mais de 100 horas, que terminou com a morte da jovem Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, em Santo André, SP, no Brasil. As imagens mostraram uma polícia totalmente despreparada para casos de emergência. O brasileiro Marco Durval, instrutor da SWAT de Dallas, nos Estados Unidos, avaliou a invasão dos policiais, e criticou severamente a ação da polícia brasileira neste caso. Depois de demonstrar como seria uma suposta ação comandada por ele nesse seqüestro, chega a dizer que sente vergonha de ser brasileiro.

Não foi assalto, não era um fugitivo, e nem foi por causa de dinheiro, era um rapaz desequilibrado com depressão e crise de ciúmes, iguais a milhares que aparecem aqui nos Estados Unidos matando todo mundo. O canal americano TruTV mostra diariamente uma violência que o noticiário americano costuma esconder, passam batido ou fazem vista grossa. São dezenas de perseguições diárias feitas e gravadas pelas polícias de vários estados americanos, principalmente no estado da Califórnia.

São assaltantes, traficantes de drogas, motoristas bêbados e até maluco querendo aparecer, essas perseguições nas ruas vão deixando prejuízos enormes para todos os que aparecem na frente. Mas as manchetes dos jornais preferem comentar a situação financeira do país, ou a corrida pela presidência dos Estados Unidos. Fazem “vistas grossas” para as manchetes de crimes de seu país e sensacionalismo com as manchetes de crimes no Brasil.

Na semana passada assisti, neste canal, um assalto em um desses postos de gasolina, foi muito engraçado. O cara chega com um revólver, aponta para o rosto do caixa e diz: - “assalto, assalto, assalto”, o rapaz do caixa, um hispânico que deveria ser do México, responde em espanhol, - “que passa? no compreendo! no compreendo inglês”! Então o assaltante passa a mão na cabeça e diz: - “oh meu Deus, essa agora não”! - então ele tenta algumas palavras em espanhol como: - “dinero, dinero, go! go”!, e o hispânico insistia fingindo que não estava entendendo, - “que passa? calma hombre”! Então o assaltante tenta, ele mesmo, abrir o caixa. Por não saber mexer com computador, ele finalmente desiste e foge balançando a cabeça, como se não estivesse acreditando na situação que acabara de passar.

Isto prova que hoje em dia até para fazer um simples assalto o sujeito tem que pelo menos saber alguma coisa de computador e saber falar outra língua. Daqui a pouco o crime organizado chegará até os pequenos ladrões de galinha, enquanto a polícia continuará na mesma!

Lúcio Souza

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