Lúcio Souza Versão para impressão
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Uma vez um jovem passou mal e foi hospitalizado com urgência. Era um imigrante ilegal, sem família, sem dinheiro e sem amigos. Totalmente desconhecido na sua comunidade, pois fazia pouco tempo que morava na cidade. Seu defeito foi ficar mudando de cidade em cidade a cada ano. Também não parava em trabalho nenhum.
Quando foi hospitalizado ninguém sabia quem era e de onde teria vindo, ou, até mesmo onde morava. Iguais a muitos imigrantes por aqui, ele também não costumava sair com documentos, o que dificultou o trabalho de identificação por parte da polícia.
Ao chegar ao hospital o jovem entrou em coma profundo. Com problema em algumas veias no coração, ele teve um ataque que quase o levou deste mundo. Mas antes de entrar em coma o jovem havia respondido algumas perguntas, onde a polícia juntou a algumas pistas, até descobrir quem era aquele jovem.
Depois de alguns meses em sono profundo, o jovem enfim começa a abrir os olhos. No seu peito a marca de um grande corte. O médico começa a explicar: “Você tem muita sorte garoto, depois de meses precisando de um transplante de coração, sem documento nenhum, sem dinheiro, sem família e em um país estranho, de repente aparece uma mulher, assinando todos os documentos necessários para doar seu coração para você”.
O médico ainda completou… “Ainda tem muita gente boa neste mundo”! O jovem ficou muito feliz por ter recuperado a saúde, fez um plano para pagar sua despesa no hospital, e já estava saindo quando perguntou ao médico: “O que vocês fazem com as pessoas que morrem aqui no hospital, como a mulher que me doou o coração, por exemplo”?
O médico respondeu: “Esta é uma boa pergunta meu jovem. Acho que a gente deixa em uma gaveta para usar mais órgãos, mas, por quê”? O jovem responde: - “Eu gostaria de ver esta pessoa… É possível”? - “Claro! acompanhe-me”, disse o médico, levando o jovem ao IML do hospital.
Ao abrir a gaveta, o jovem entra em desespero: chorando agarrado ao corpo daquela mulher, dizia: - “Ela é minha mãe”! Naquele momento, todos ali presentes começaram a chorar, emocionados com a atitude daquela mãe, que deu a vida pelo seu filho tão jovem. O médico então abraçou o rapaz e falou baixinho ao seu ouvido: - “Ela te deu a vida pela segunda vez… E te daria mais, se as tivesse”!
Naquele desespero o jovem acorda e vê que, graças a Deus, tudo aquilo não passou de um terrível pesadelo. A primeira coisa que ele fez foi ligar para sua mãe, e dizer o quanto ele a ama, que se arrepende muito por estar vivendo tão longe dela, e que neste domingo, ela vai ter o melhor dia das mães da vida dela. E ele pergunta: - “O que a senhora quer neste dia? Ela responde… - “Quero que você tenha bastante saúde meu filho”! (203) 449-8818. Lúcio (China). Obrigado pela atenção, e até a próxima.