Lúcio Souza Versão para impressão
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Quinta-feira, 7 de abril de 2011, uma criança rejeitada e discriminada que, com muito complexo, se transforma em uma pessoa fascinada pelo terrorismo, e que transformou esta data na pior lembrança de todos os tempos para o povo brasileiro.
O psicopata Wellington, de 24 anos, planejou tudo com muita frieza, nada poderia dar errado e, infelizmente, não deu. Além da chacina na escola, ele pretendia fazer ataque à estátua do Cristo Redentor, e prédios em outros países.
O assassino não deixou muitos rastros para a polícia investigar, e ainda deixou uma nota explicando que teve que danificar alguns pertences para não prejudicar seus fornecedores. Como é que um assassino pode pensar ética neste momento? É inexplicável!
Na verdade, casos assim ninguém pode evitar, o mundo vai estar sempre vulnerável às ações do mal, foi assim com o John Lennon, com as Torres Gêmeas, com os massacres nas escolas dos Estados Unidos, e outras centenas de casos de homens-bomba, espalhados pelo mundo.
Com as tecnologias de hoje, podemos sim, dificultar algumas ações parecidas, mas dificilmente evitá-las. Há quase vinte anos, quando aqui cheguei, estava dentro de uma loja de café, quando de repente entra um homem fazendo um barulho como se fosse de uma metralhadora.
Tudo mundo se jogou pelo chão, se esconderam por trás das mesas, alguns saíram correndo e eu cheguei a pular o balcão da loja, graças a Deus não passou de um desses problemáticos veteranos da Guerra do Vietnã, que chegou fazendo barulho com a boca, segurando, em vez de uma arma, um jornal enrolado.
Depois do susto, ninguém chamou a polícia, o cara saiu andando com se nada tivesse acontecido, e alguns funcionários comentaram… “It’s ok, his have problem!” Naquele momento, tive a sensação que a qualquer momento eu poderia me deparar com uma situação de violência verdadeira.
Também me disseram que muitos desses veteranos vivem à base de remédios fortes de depressão, e tem todo o tratamento pago pelo Governo Americano. Não sei como funciona o acompanhamento desses veteranos de Guerra, mas também não deixa de ser mais uma preocupação das autoridades.
Temos que nos conscientizar que estamos vulneráveis a qualquer ataque, a qualquer hora, em qualquer lugar. Só nos resta rezar bastante para que não aconteça com a gente. E a melhor maneira de homenagearmos essas crianças inocentes, é dando atenção e carinho necessário a todas as crianças deste planeta. Então fica aqui o meu lamento às vítimas, aos parentes e a minha indignação à covardia brutal realizada por este animal.