Lúcio Souza Versão para impressão
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Na semana passada, a comunidade brasileira de Danbury foi surpreendida por uma notícia no jornal da cidade, o ‘The News Times’.
O jornal informava que o brasileiro natural de Minas Gerais, Cesar dos Santos, de 36 anos, teria sido preso pela polícia local acusado de
roubo, falsificação e uso ilegal de identidade.
Cesar dos Santos, o Cesinha, ficou bastante conhecido na comunidade
brasileira e hispânica, através do seu trabalho... Venda de carros, trabalho que ele fazia há anos na comunidade, tendo como maioria
dos seus clientes brasileiros e hispânicos, muitos deles sem documentos.
Cesinha é evangélico e freqüentava
uma das igrejas da
cidade, onde sempre pareceu
muito dedicado à religião.
Ele sempre tratou seus
amigos, familiares e clientes
com muita alegria e simpatia.
O brasileiro, por algum
descuido, caiu nas malhas da
justiça. Mas o crime que o
Cesinha cometeu e o levou
para as grades, ainda pode
levar muitos outros brasileiros
que se julgam espertos.
Basta darmos uma volta pelo
comércio para ouvir dezenas
de comentários absurdos,
coisas que alguns brasileiros
têm a coragem de fazer para
ganhar algum dinheiro.
Um exemplo: vamos imaginar
um dono de uma loja
de remessas de dinheiro,
que fica sabendo que um
dos clientes foi deportado,
ou apenas se mandou de vez
para o Brasil, então um dia
aparece alguém querendo
mandar uma quantia absurda
de dinheiro para o Brasil,
claro... Por baixo da mesa,
o esperto não quer usar o
nome dele, daí, na intenção
de ganhar uma boa quantia,
o outro esperto dono da loja,
vai e usa os nomes daqueles
infelizes que já não estão
por aqui.
Isso aí é crime de
uso e roubo de identidade,
o mesmo que o Cesinha foi
enquadrado.
Também têm aqueles
que sabem que seu amigo,
aquele que morava com ele
há tanto tempo, voltou de
vez para o Brasil e disse... “Eu
não vou mais voltar, pode
usar meu nome no aluguel,
na conta da luz, no celular,
no TV a cabo, no registro
do carro e ainda tem alguns
que deixa até a mulher para
trás. Mas não vi ninguém ser
preso por isso, ainda!
A verdade é que têm
muitos brasileiros brincando
com a justiça neste país, a
impressão que tenho é que
muitos deles pensam que se
não falam a língua, não tem
documentos e vão ficar aqui
por pouco tempo, para quê
ter responsabilidade? Se
tiver trabalho, eu estou aqui,
se não... Estou fora!
Só que os anos vão passando
e o que eram apenas imigrantes garimpeiros,
através dos anos, automaticamente,
vão se tornando meros cidadãos de
responsabilidade - com filhos e netos nos EUA.
E os que construíram suas vidas
com seu trabalho honesto,
fugindo das falcatruas dos
brasileiros espertos, um dia
poderão contar as tristes
histórias daqueles que não
tiveram paciência de fazer a
coisa certa.