Lúcio Souza Versão para impressão
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Semana passada aconteceu um grande congresso no Rio de Janeiro, o tema foi “brasileiro fora do Brasil”. Pelo jeito, a politicagem tomou conta do Congresso e, como sempre, oportunistas ou aproveitadores de situações, como queiram chamá-los, entraram em ação para mostrar que se preocupam com o imigrante brasileiro nos Estados Unidos, deixando bem claro - o país do dólar!
Há 17 anos, quando aqui cheguei, existia pouco produto brasileiro na pequena comunidade. Computador, celular, Rede Globo, cartões telefônicos? Nem pensar! Éramos, sem dúvida, sobreviventes de saudade, depressão e angústia por viver longe de tudo e de todos. Mas os dias foram passando e a cada dia chegavam mais e mais brasileiros para somar, para juntos formarem – involuntariamente - uma potente área de lucratividade financeira.
Os imigrantes mais simples, que são a maioria, praticamente nem percebem que são alvos fáceis de alguns que se dizem líderes comunitários, que fingem lutar pelo direito do imigrante, mas na verdade, usam os mesmos como degraus para chegar aos seus objetivos: poder e dólar. Acho tão engraçado quando vejo essas pessoas, que só tentam mostrar que lutam pelo direito dos imigrantes, em eventos sociais, na presença de políticos hipócritas, iguais aos que se dizem “lideres comunitários” - é uma palhaçada!
É parecido com esses técnicos de futebol de escola americana, nunca jogaram bola na vida deles, aprenderam a ser técnicos assistindo cursos em fitacassete. Agora vestem uma roupa da Adidas se fantasiam de técnicos e vão à beira do campo dar ordens para garotos que gostam de Basquete e Baseball.
A mesma coisa acontece com esses líderes comunitários, eles não saem para conversar com os imigrantes em padarias, salões de beleza, bares, restaurantes, campos de futebol ou até nas esquinas, para saber o que o imigrante realmente precisa. Eles ficam nos escritórios no telefone, computador e esperando alguém que venha trazer alguma fofoca, para que eles se integrem nos assuntos da comunidade, que ele diz ser líder. É ridículo!
É fácil explicar por que aumentou o número de pessoas interessadas em ajudar o imigrante brasileiro, hoje ser chamado de líder de uma comunidade, pode render um bom salário vindo das grandes empresas brasileiras, que também já descobriram a lucratividade que podem ter, abastecendo os imigrantes brasileiros nos Estados Unidos com produtos do Brasil.
“Não precisamos de mais charlatões, já basta os que dizem que Deus me ama, só para estorquir uma parte do meu salário”, diz um padeiro revoltado com a idéia de ser usado por líderes comunitários. Então gente, posso dizer para vocês que podemos chamar de líder, só aqueles que foram eleitos pelo voto do povo da sua comunidade, caso contrário, não dê idéia. Caro leitor, de uma coisa eu tenho certeza, você conhece mais de comunidade que qualquer oportunista desses aí, por isso, olhos abertos e boa sorte.