Lúcio Souza Versão para impressão
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Uma simples paradinha para checar as notícias de alguns jornais do Brasil, já é suficiente para nos deixar tristes, indignados, confusos e revoltados, ao mesmo tempo. Jornais e programas de rádio e televisão de todo Brasil mostram, a toda hora, inúmeras irregularidades nos hospitais, nas penitenciárias, nas escolas, no plenário, nas favelas, na Amazônia e até em algumas religiões.
No último domingo, o Fantástico mostrou as irregularidades das prisões, que liberam milhares de marginais perigosos diariamente para trabalhar, pois, infelizmente, eles estão no regime semi-aberto, e agora, no final do ano, milhares deles vão ser liberados para passar o Natal e Ano Novo com a família. Na matéria ficou bem claro que eles saem para trabalhar, mas a maioria, além de não trabalhar, são flagrados praticando outros crimes. Daí eu fico imaginando... Só mesmo as autoridades brasileiras para deixar uma pessoa, que significa uma ameaça à sociedade, andar livre nas ruas com toda liberdade. Enquanto isso, o verdadeiro cidadão brasileiro se tranca por trás de grades e muros altos, para se defender daqueles que supostamente deveriam estar trancados a sete chaves. Outra matéria falava dos hospitais precários espalhados pelas pequenas cidades de todo Brasil, isso mesmo! Hospitais sem médicos, sem aparelhamentos adequados, mas lotados de pacientes com todo tipo de problemas. Os médicos são acusados de não querer trabalhar em pequenas cidades, eles se defendem dizendo que esses hospitais não dão as mínimas condições de exercer nenhum tipo de trabalho.
Okay, então vamos passar para outra matéria... Esta outra fala das escolas, daquelas professoras que ganham uma miséria para educar inúmeras crianças das escolas estaduais de todo o Brasil. Por falta de recursos, os diretores e professores dessas escolas perdem o controle dos alunos, que ao invés de estudar as depredam, deixando todas com aquela aparência de meia-escola, meio-presídio. Termina que ninguém aprende nada.
Para você ter uma idéia do quão é importante a função do professor, as pessoas mais inteligentes do mundo, até mesmo os maiores gênios deste planeta já sentaram na frente de um professor e prestaram atenção para aprender alguma coisa. Daí eu fico imaginando: quantas crianças, em vários países pobres, cresceram, viraram adultos e perderam a oportunidade de ser um desses gênios, simplesmente porque não tiveram a chance de ser alfabetizados em seus países.
Continuando a leitura em outros jornais, me deparo com fotos das drogas e armas que foram apreendidas no conjunto de favelas do Alemão, meu Deus! Mas o que é aquilo? Como essas drogas e armas foram parar naqueles barracos, como é que pode um criminoso - preso em uma penitenciária de máxima segurança - conseguir armazenar drogas em favelas, organizar o crime e faturar milhões de reais? Eu só consigo achar um culpado nisso tudo... Nossos políticos! Foram eles que inventaram a lei do réu primário e a do flagrante, que durante anos vêm livrando muitos deles da prisão. Eles fizeram, e só eles podem mudar... Será que eles querem? Duvido!