Breno da Mata Versão para impressão
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Esta semana duas notícias envolvendo acidentes aéreos tomaram as páginas dos jornais brasileiros.
Os dois pilotos norte-americanos do jato Legacy, que se chocou contra avião da Gol em 2006, causando a morte de 154 pessoas, depuseram na Justiça Brasileira diretamente de Nova Iorque. Os réus deram seus depoimentos via vídeoconferência.
O advogado de defesa, Theo Dias, causou irritação ao questionar a tradução para o inglês. Joseph Lepore e Jan Paul Paladino são acusados pelo crime de atentado à segurança do tráfego aéreo brasileiro. Se condenados podem pegar até cinco anos de prisão.
Mesmo que a Justiça do Brasil esteja seguindo os procedimentos padrões em situações como esta, é difícil imaginar que estes dois pilotos, caso condenados, voltarão ao Brasil para cumprirem a pena.
Depois que os acusados deixaram o país, pouca coisa poderá ser feita para obrigá-los a regressar.
Nem mesmo os Estados Unidos, que de longe têm um sistema judiciário mais eficiente, conseguem a extradição de brasileiros que cometeram crimes em terras yankees e que agora se encontram no Brasil.
O caso da brasileira Cláudia Hoerig é um exemplo clássico. Depois de assassinar o marido com um tiro, ela fugiu para o Brasil onde vive desde 2007 sem maiores problemas, apesar dos esforços da família da vítima para a sua extradição.
A segunda notícia envolvendo acidente aéreo traz mais alegria, pelo menos para os parentes das vítimas. Foi anunciado, na segunda-feira, 4, a descoberta dos destroços do voo 447, que ia do Rio para Paris, e que caiu em 31 de maio de 2009, na costa brasileira. Das 228 corpos, apenas 50 foram resgatados.
A parte do avião que foi localizada ainda mantém corpos das vítimas. Apesar do governo francês anunciar que o resgate dos corpos seja um processo complicado, por haver um “aspecto traumatizante”, os parentes das vítimas veem isso como um alívio. Para muitos é importante poder dar a eles um enterro.
Além do aspecto sentimental, o resgate dos destroços do avião traz à tona a possibilidade de encontrar a caixa preta e, assim, identificar as causas que levaram a aeronave da Air France a cair no mar. Até hoje não se sabe as razões que levaram ao desastre.
Um abraço,