Breno da Mata Versão para impressão
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Enquanto o Brasil ganha respeito mundial pela sua política econômica, uma das que se provou menos vulnerável à crise mundial, fatos isolados de repercussão internacional tem jogado a imagem pelo ralo.
Como se não bastasse o caso do menino Sean, que se transformou em notícia diária na imprensa mundial, agora aparece outro ainda pior.
A polícia do Rio de Janeiro está investigando o caso da morte da menina Sophie, filha de uma brasileira com um austríaco.
A menina morreu na semana passada vítima de traumatismo craneano. Há suspeita de espancamento.
O pai acusa a mãe, a brasileira Maristela, de deixar a Áustria sem autorização dele. A menina passou a morar com a tia depois que a mãe desapareceu. Sofrendo de problemas mentais, ela foi encontrada morando embaixo de um viaduto.
Agora o país, e talvez o mundo, deverá ganhar outra novela de batalha judicial, já que Sophie tinha um irmão que também mora no Brasil. A justiça havia transferido a guarda da criança para a mãe adotiva de Maristela.
O caso ainda é muito recente e pouco se sabe sobre as condições em que a brasileira deixou o marido. Mas o fato é que o Brasil vem ganhando fama quando o assunto é a Convenção de Haia.
Estabelecida em 1980, a lei trata do sequestro internacional de crianças. Quem pratica este tipo de crime, em geral, são os próprios pais, que na esperança de encontrar refúgio em terras estrangeiras, priva o cônjuge da convivência do filho.
Apesar do Brasil ser um dos signatários da convenção, a realidade mostra que existe de fato um grande desrespeito pelo seu cumprimento. Quem se vê envolto com casos deste tipo sempre encontra brechas na lei do país para adiar o que parece ser iminente.
Enquanto isso, assistimos casos e mais casos de crianças que passam anos de suas vidas em meio a batalhas judiciais, brigas de família e notícias de jornais. O mínimo que se causa é um estrago sentimental na criança e a chance de se ter um adulto com problemas emocionais no futuro.
Nos casos mais extremos, o preço pode ser a própria vida da criança.
Sophie é um exemplo mais triste da barbárie que se transforma a vida desses pequenos indefesos.
Um abraço,