Breno da Mata Versão para impressão
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Direitos iguais. Este é uma das principais bandeiras que os Estados Unidos costumam levantar. Mas a realidade ainda está longe de confirmar a retórica.
Organizações como www.wecanstopthehate.org mostra que, sem luta e sem um trabalho de conscientização, as minorias continuarão a ser vítimas do ódio de quem não consegue conviver com a diversidade.
Danbury, há muitos anos, já deixou de ser uma cidade segura para se viver, pelo menos para muitos imigrantes.
Não raramente tomamos conhecimento de casos de discriminação e até agressões físicas, particularmente contra a população latina.
Esta semana o caso do brasileiro Otair Correa, espancado próximo de uma conhecida casa noturna de Danbury (ver matéria na página 31), chama a atenção não somente pela brutalidade, indiferença e falta de ação de todos que, de uma forma ou de outra, estavam envolvidos.
Encontrado desacordado e com sérios ferimentos na cabeça, o brasileiro foi levado para o hospital, local onde ficou por quase uma semana em coma.
O caso sequer mereceu uma ocorrência policial, a despeito de três policiais terem atendido a ligação do 911, o serviço de emergência da polícia.
Somente depois de ser contatado pelo Comunidade News é que uma investigação foi aberta. Isso, 10 dias depois do ocorrido.
Este não é o primeiro caso que envolve, praticamente, os mesmos elementos. A tal casa noturna, um brasileiro e nenhuma ocorrência policial.
Não faltam relatos dando conta de que seguranças da casa noturna têm aversão a brasileiros. Até aí, nenhuma novidade. O que realmente chama a atenção é o fato de a polícia deixar de fazer o seu trabalho de investigar e prender os autores das agressões.
Será que o mesmo aconteceria se a vítima fosse um cidadão americano agredido em um bar brasileiro? Certamente que não!
Agressões como esta deixaram os fóruns dos jornais americanos e os programas de TV para as ruas da cidade.
De quem é a culpa? A culpa são dos nossos políticos locais, que deixaram de lado a preocupação da união e bem-estar de todos os residentes, para incitar o ódio e o racismo naqueles que, a bem da verdade, nunca aceitaram a presença de pessoas “de pele marrom e olhos pretos” no meio deles.
Enquanto nos calarmos para fatos como este, estaremos indiretamente alimentando este ciclo de intolerância e contribuindo para que, cedo ou tarde, alguém perca a vida.
É chegado o momento de deixar o medo de lado e agir enquanto há tempo.
Um abraço,