Breno da Mata Versão para impressão
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Aconteceu o que muitos desejavam, porém poucos acreditavam. O governo federal resolveu parar todos os casos de imigrantes que estão na fila da deportação.
Segundo o próprio governo, 300 mil pessoas encontram-se hoje nesta situação. A imensa maioria é de pessoas que nunca tiveram qualquer problema com a justiça, além do fato de estar no país sem documentos.
A Imigração anunciou que irá estudar caso a caso e que apenas aqueles com ficha criminal estarão sujeitos a serem deportados. Os demais poderão ser autorizados a permanecer nos Estados Unidos.
A notícia causou grande alvoroço em todo o país. Enquanto os imigrantes e os grupos que os defendem comemoram, os anti-imigrantes acusam o presidente de estar promovendo uma “anistia” sem a autorização do Congresso Norte-americano.
Até a governadora do Arizona, Jan Brewer, atacou o presidente dizendo que “nós precisamos lembrá-lo que elegemos um presidente que atua sob as leis do país e não um rei que está acima dela”.
Apesar da ação do governo não resolver o problema dos estimados 11 milhões de imigrantes indocumentados que vivem no país, a atitude da administração Obama merece ser aplaudida.
Ela resolverá uma série de problemas que hoje o governo se vê envolto. Primeiro, a decisão irá eliminar a sobrecarga dos juízes e Cortes por todos os estados. Em cidades como Los Angeles, por exemplo, uma audiência pode demorar até dois anos para ser realizada.
Outro benefício será a concentração de esforços e dos poucos recursos, na prisão, julgamento e deportação daqueles que cometem crimes graves. Nenhum de nós acredita que estas pessoas mereçam ficar aqui. É uma questão de segurança e bom senso.
O último, e mais importante aspecto das novas medidas, será a liberdade (e possível permanência fixa) de milhares de imigrantes que aqui estavam em busca de uma vida melhor para eles e suas famílias.
As deportações que aconteciam indiscriminadamente, separavam famílias e causavam prejuízos emocionais que eram difíceis de serem superados.
Se a mudança teve um objetivo político, como alguns acreditam, pouco importa neste momento.
Pergunte a uma criança que tem um pai ou mãe preso e ele irá dizer o mesmo.
Um abraço,