Breno da Mata Versão para impressão
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As tantas humilhações que o Departamento de Imigração impõe sobre muitos imigrantes, teve um capítulo inédito recentemente. Além de ser obrigada a fazer um pedido de desculpas formal, terá que pagar $400.000 para Rennison Castillo.
O caso aconteceu há mais de cinco anos quando Castillo foi detido e colocado em processo de deportação para Belize, país localizado na América Central entre a Guatemala e o México.
O que as autoridades imigratórias não escutaram, foi as insistentes alegações de Castillo que ele era cidadão norte-americano e veterano do Exército.
Mesmo assim, devido a um erro no seu nome nos papéis da imigração, ele foi mantido preso por sete meses. Nem mesmo o pedido do detento ao oficial da imigração ir até o porta-malas do carro para pegar seus documentos de reservista, tiveram sucesso.
Castillo chegou aos EUA com apenas seis anos. Em 1996 ele se alistou no exército, se tornando cidadão durante os sete anos que esteve na ativa. Em 2003 ele foi dispensado com honras.
Este não foi o primeiro caso em que um cidadão norte-americano tenha sido preso e até deportado dos Estados Unidos. Em 2008, o norte-americano Thomas Warziniack, nascido em Minnesota e criado na Geórgia, foi preso no Arizona e colocado na fila da deportação. O caso foi resolvido quando familiares apresentaram sua certidão de nascimento.
A mesma sorte não teve Pedro Guzman. Ele foi deportado “por engano”, quando estava na Califórnia. Portador de deficiência mental, Guzman foi encontrado alguns meses depois, quando tentava entrar novamente no país.
O caso de Castillo mereceu um processo aberto pela organização “The Immigrant Rights Project”, culminando com a indenização recorde. Além disso, o caso forçou mudanças nos procedimentos internos da Imigração. Medidas agora serão tomadas quando um detento alegar ser residente permanente ou cidadão.
Os absurdos cometidos pela Imigração são frutos de uma política desumana voltada apenas à punição. Enquanto o Governo Federal e o Congresso não tomarem uma medida racional no sentido de legalizar os imigrantes, muitos casos como o de Castillo correm o risco de aparecer a cada ano.
Um abraço,