Breno da Mata Versão para impressão
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Quatro dias após a morte do pop star Michael Jackson, as redes de televisão nos Estados Unidos não falam de outra coisa. A repercussão da inesperada morte pegou o mundo de surpresa e deixou os fãs de luto.
Mas se por um lado parte da população mundial perdeu um ídolo, outra parece se beneficiar dessa perda. As vendas de CD’s, DVD’s e downloads pagos de músicas do Rei do Pop explodiram. Somente o site Amazon vendeu em questão de minutos, após a notícia da morte, todo o estoque dos CD’s de Michael Jackson e dos Jackson 5. O mesmo aconteceu com a gigante Barnes and Noble e iTunes.
Apesar de artistas como Michael Jackson terem vivido sua fama na extensão da palavra, muitas pessoas que hoje estão comprando seus CD’s provavelmente deram pouca ou nenhuma importância ao astro em vida.
O fenômeno do sucesso de vendas após a morte de um artista, não é novo. Elvis Presley é um dos cantores que até hoje, 32 anos após a sua morte, mais vendem. O mesmo pode ser dito de Jimi Hendrix e Janis Joplin, Frank Sinatra entre outros. Em casos ainda mais extremos, alguns nem chegaram a saber o que é fama. Tome por exemplo o pintor holandês Vicente Van Gogh que morreu louco e miserável em 1890. Seus quadros valem hoje milhões de dólares e estão nos principais museus do mundo.
O que leva as pessoas a este comportamento parece ser uma pergunta de difícil resposta. Mas o certo é que existe uma tendência macabra de cultuar as celebridades mortas.
O ser humano tende a dar mais valor em tudo somente depois da perda.
Michael Jackson vivia em grave situação financeira depois de gastar milhões de dólares para evitar parar na cadeia como pedófilo. Seus discos já não vendiam como antes. O sucesso estrondoso da década de 70 e 80 já fazia parte do passado.
A pergunta que eu faço é: onde estavam todos estes fãs que hoje choram a sua morte e que agora compram seus CD’s quando ele ainda estava vivo?
Um abraço,