Breno da Mata Versão para impressão
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Por onde se olhava, lá estavam eles, comprando casas como nunca. Muitos, não satisfeitos com a realização do sonho de sair do aluguel e entrar para a sua própria casa, também investiram em imóveis.
Foi uma época de ouro para muitos. Porém, o sonho de grande parte destas pessoas desmoronou como um castelo de cartas, diante da crise de 2007.
O valor dos imóveis recuou drasticamente em poucos meses.
A crise financeira já dura quase quatro anos e poucos acreditam numa recuperação a curto prazo.
Uma pesquisa divulgada essa semana, por uma firmaque analisa o mercado imobiliário nos EUA, prevê o que muitos achavam improvável: 2011 verá mais retração nos preços dos imóveis em boa parte do país.
Imóveis em cidades como Miami e Ft. Lauderdale na Flórida poderão ter queda de 6.5% este ano. Jacksonville poderá ser pior, com queda prevista de 10.5% e Daytona com 11.7%.
Em New Haven, Connecticut, a queda poderá ser de 11.9%. A situação se repete por todo o país, com raras exceções.
A notícia cai como uma bomba, despedaçando as esperanças de muitos brasileiros na recuperação, que se supunha, começaria a acontecer este ano.
Enquanto isso, o governo Obama apresenta, também esta semana, o orçamento para 2011, onde o improvável aconteceu.
Os maiores cortes acontecerão justamente em programas que beneficiam a classe trabalhadora do país, em benefício aos mais ricos.
Dinheiro antes destinado a programas de ajuda ao pagamento de contas de aquecimento no inverno, trabalhos sociais e crédito para pequenos e microempresários, sofrerão cortes. Ao todo, o governo espera cortar do orçamento algo em torno de 1.1 trilhão de dólares.
Os cortes, porém, tem pouco ou nenhuma chance de amenizar o gigantesco déficit no qual o governo se encontra.
A parcela de participação dos programas sociais não passa de 12% dos 3.7 bilhões de dólares, atual gasto total do governo.
Com previsão de uma recuperação da economia lenta para este ano e uma reforma imigratória longe de se tornar realidade, é de se esperar que a situação dos imigrantes
brasileiros não deva melhorar muito em 2011.
É esperar para ver.
Boa sorte.