Breno da Mata Versão para impressão
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O furacão Irene, que ao chegar próximo de Nova York já havia sido rebaixado para a categoria de tempestade tropical, está dando mais o que falar após a sua passagem do que deu antes de chegar a Connecticut.
Nos meus 13 anos de América, não me recordava de tanto burburinho, alertas, alardes e gente correndo para as lojas e supermercados como aconteceu agora.
Muita gente passou o domingo em frente ao computador (depois de encher a despensa e alugar filmes para todo o final de semana), reclamando “da ausência” do furacão.
Para alguns, o alarde causado pela mídia não se justifica.
Mas furacão é coisa séria. Eles têm capacidade de causar bilhões de dólares em prejuízos e matar milhares de pessoas.
Nenhum governante deseja desconsiderar os perigos de um furacão e depois ser culpado por não ter tomado as devidas precauções a tempo. Que o diga George W. Bush, crucificado pelo desastre do furacão Katrina.
Além disso, a região nordeste, onde vive um sexto da população dos Estados Unidos e onde um quarto da produção econômica do país é produzido, não está frequentemente na rota dos furacões que todos os anos atingem o país.
Um desastre em potencial que certamente afetaria milhões de pessoas e causaria bilhões em prejuízos, deveria sim ser tratado com atenção pela imprensa e pelas autoridades.
O fato dos estragos não terem sido tão graves como muitos temiam, também pode estar baseado no grau de preparação que a população tomou.
As pessoas se isolaram nas suas casas, pregaram tábuas de madeira nas janelas onde os ventos iriam ser mais fortes, compraram geradores de energia e evitaram circular nas ruas como se nada estivesse acontecendo.
Mesmo assim, se para muitos o final de semana não passou de um sábado e domingo chuvoso e de muito vento, para os parentes das 43 pessoas que morreram, o furacão foi um desastre irreparável.
Além disso, milhares de pessoas ficaram sem energia ou tiveram suas casas inundadas.
As pessoas reclamam do excesso de alarde, mas nós deveríamos, na verdade, é ser gratos que não foi tão ruim como pensávamos.
Um abraço,