Breno da Mata Versão para impressão
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O ditado que diz: “Desgraça pouca é bobagem” parece se concretizar a cada dia no Brasil. Como se não bastasse a bagunça política, com escândalos para todos os gostos, chegou a vez da lama atingir a paixão nacional do brasileiro – o futebol. Na onda da delação premiada, onde a imprensa coloca tudo nas costas do PT (como se fosse novidade a corrupção em nossa política), já tem colunista de esporte dizendo que a culpa é de um tal de Gilmar Machado do PT de Minas. O colunista Juka Kfouri disse que o torcedor brasileiro poderia estar protegido contra fraudes nas arbitragens caso tivesse sido aprovado, no Estatuto do Torcedor, um artigo que foi retirado diante da gritaria dos cartolas, árbitros e ex-árbitros. Para ele, parte da culpa é do PT. Segundo ele “O deputado Gilmar Machado (PT-MG) retirou o dispositivo e desamparou o torcedor nesses casos e, o que é pior, com argumento falso, porque omitiu que o artigo só valeria em caso de dolo comprovado. Dolo é o que está sendo cometido contra a paciência do povo brasileiro, já tão desgastado. Quando uma das poucas fontes de alegria que ainda restam, deixar de ter a confiança dos torcedores, que são aqueles que na verdade pagam pelo luxo de jogadores, técnicos e dirigentes, chega-se a um estado de ceticismo poucas vezes experimentado na história recente do Brasil. A tendência nacional, de uma parcela dos nossos compatriotas em tentar – a qualquer custo – obter vantagens extorsivas diante da plebe, infelizmente ultrapassa as fronteiras do país e acompanha por onde quer que certas pessoas se instalem. Aqui mesmo, pertinho de nós, assistimos com uma freqüência assustadora os episódios que revoltam a parcela honesta de nossa comunidade, que por felicidade ainda é a grande maioria. Nesta edição trazemos a história da brasileira Cleise de Souza, que mesmo tendo chegado há apenas dois meses nos Estados Unidos já aplicou dois golpes no comércio de Danbury causando um prejuízo que pode chegar a 12 mil dólares. Tem também o show da banda Barão Vermelho, onde o brilho e a magia das músicas foram ofuscadas pela desastrosa organização do evento, que deixou uma banda local escalada pela produção à deriva e impedida de tocar. Diversas pessoas, entre jornalistas e até patrocinadores ficaram de fora do evento, mesmo tendo a credencial oficial do evento. O comerciante local, já tão sacrificado com tantos eventos para patrocinar, não esperava por esta. A má fé de alguns, aliada à falta de profissionalismo, tem causado mais tristezas do que alegrias, quando se propõe a organizar um evento na cidade. Mas a esperança, de que aprendemos com nossos erros irá, definitivamente, repugnar àqueles que usam a nossa comunidade como um sanguessuga. Um grande abraço, Breno da Mata Editor/Diretor