Breno da Mata Versão para impressão
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Dizem que as coisas nunca são tão ruins que não possam piorar. Vendo o que aconteceu nesta segunda-feira, 8, no mercado norte-americano (e em consequência mundial), fica cada vez mais claro o quanto problemático é a crise no país mais poderoso do mundo.
Os títulos do tesouro americano sempre foram (e ainda são), o investimento mais seguro do mundo. Mas pela primeira vez na história, os Estados Unidos recebem uma classificação menor do que AAA. A agência Standard&Poor rebaixou para AA+.
A nota serve como medida de risco do país pagar seus credores.
A notícia, que foi dada na sexta-feira à noite, somente foi sentida na abertura do pregão da bolsa de Nova Iorque nesta segunda. Com uma queda de 7 por cento e 630 pontos de queda da Dow Jones, o mundo assistiu de cabelo em pé à sexta maior queda na história da bolsa.
Para o presidente Obama, que falou à imprensa sobre o assunto, os Estados Unidos sempre foram e sempre serão um país AAA, mas ele culpa parte da crise ao Congresso ,que briga entre si e pouco faz para ajudar o país a sair do buraco que se encontra.
No Brasil os efeitos foram de pânico entre os investidores. O pregão da Bolsa de São Paulo fechou com uma queda de pouco mais de 8 por cento. O dólar teve uma das maiores altas dos últimos dez anos, subindo mais de 2 pontos percentuais.
Mas o que tudo isso pode significar para o cidadão comum?
Segundo especialistas, apesar de uma redução nos juros ocorrida hoje, as chances dos financiamentos ficarem mais caros é grande.
Isso pode atingir em cheio as pessoas que tem hipoteca prestes a ser reajustada ou que estão à procura de fazer um novo financiamento.
O cenário reforça a hipótese de que o país pode entrar em uma nova recessão, confirmando suspeitas do que os economistas chamam de double-dip recession.
Com a crise longe de um fim, o governo do Brasil já identificou uma tendência mundo afora: os brasileiros estão tomando o rumo de casa.
E para certificar este fato através de números, o Itamaraty pediu que os consulados façam um levantamento de quantos brasileiros estão retornando.
Para o governo brasileiro pode ser uma nova informação, mas para nós isso é notícia velha.
Um abraço,