Breno da Mata Versão para impressão
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Poucas pessoas devem ter conhecimento, mas está em andamento na nossa comunidade um processo de escolha do representante dos brasileiros nos Estados Unidos junto ao Itamaraty.
Como vocês podem imaginar, a briga está feia. Muitos querem colocar a boca nessa teta. Os candidatos de Massachusetts não fazem outra coisa que não seja atacar uns aos outros. Há muito bate-boca e pouca proposta, o que lembra muito as campanhas políticas no Brasil.
Esse filme parece novo mas tem enredo requentado. Basta aparecer uma chance de se conseguir uma forma de ganhar dinheiro (mesmo que indiretamente) às custas da comunidade, com o pretexto de ajudá-la, que aparecem dezenas de “líderes” reivindicando a vaga.
Muitos são pessoas que de fato fazem algo de construtivo, outros nem tanto. Mas o processo em que se submetem os coloca na mesma situação e acabam se nivelando por baixo.
A ideia de um representante nos EUA que dê voz ao imigrante parece válida. Afinal, nós somos um estado brasileiro fora do Brasil. As remessas de dinheiro somente perdem para a exportação de grandes empresas como a Petrobras. Mesmo assim continuamos sendo retirantes em terras estranhas, do ponto de vista do governo brasileiro.
Mas pensar que, ao colocar um ou dois representantes aqui com trânsito em Brasília, todos os nossos problemas irão ser resolvidos, já é sonhar muito. Não vejo isso acontecendo tão cedo.
Primeiro porque estas pessoas não terão as ferramentas necessárias para saber quais são as reais necessidades dos imigrantes. Segundo porque mesmo se tivessem, o governo brasileiro pouco ou nada pode fazer para ajudar. Tome por exemplo a questão principal que é a legalização ou, mais simples, a obtenção da carteira de motorista. Em nenhum destes casos o governo brasileiro poderá ajudar.
De resto, o que teremos são algumas pessoas tentando, cada uma à sua maneira, uma forma de garantir o seu futuro.
É hora de questionar o que estas pessoas pretendem fazer de concreto. Nada de propostas ou promessas evasivas, porque disso nosso povo já está mais do que saturado.
Um abraço,