Breno da Mata Versão para impressão
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Finalmente chegou ao fim o julgamento do médico Conrad Murray, acusado de ser o responsável pela morte do cantor pop Michael Jackson em 2009.
Na segunda-feira, 7, depois de seis semanas de julgamento, os jurados consideraram o médico culpado de homicídio culposo (quando não há intenção de matar).
Ele poderá recorrer da sentença de 4 anos de prisão e a perda da licença médica.
O caso joga luz em um assunto controverso no país: o abuso de medicamentos controlados. Não é de hoje que o país vive uma crise ética. Os casos de pessoas vítimas de abuso de medicamento são notórios, principalmente no mundo das celebridades, onde a força do dinheiro fala mais alto do que a ética médica e o compromisso com a vida.
Heath Ledger, Anna Nicole Smith e Marilyn Monroe são apenas alguns dos milhares de casos de famosos que morreram prematuramente de overdose de medicamentos.
Mas o problema é ainda mais extenso quando considerados os casos de pessoas anônimas, que diariamente abusam de remédios.
A condenação do médico particular de Michael Jackson será visto por muitos como um alerta. Mas fica ainda a questão: será que os casos das pessoas comuns receberiam a mesma atenção da justiça? Até que ponto um médico iria para a cadeia por ter prescrito remédios em excesso para um pobre mortal?
O máximo que poderíamos ver é um processo civil para arrancar milhares de dólares das empresas de seguros.
Mas não podemos esquecer que este problema é uma via de mão dupla. Michael Jackson talvez seja tão responsável pela própria morte quanto o médico que o atendia.
Segundo a mídia, ele recebia um salário de U$150.000 por mês para ser o médico particular de Jackson.
Com uma pequena fortuna dessas de salário, é de se esperar que ele fizesse exatamente o que o patrão mandasse.
Até mesmo ignorar seus juramentos médicos e provocar a morte da pessoa que deveria ajudar a proteger.
Um abraço,