Breno da Mata Versão para impressão
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A cada dia que passa, surgem novos detalhes da vida de Wellington de Oliveira, que cruelmente tirou a vida de 12 crianças dentro de uma sala de aula. Outras 12 seguem internadas, algumas em estado grave.
Pode-se dizer que a globalização e a inclusão digital, também tem a sua parcela de culpa, mesmo que indiretamente, na tragédia. Wellington de Oliveira era um menino perturbado, disso poucos têm dúvida. Mas o que leva uma pessoa com algum grau de desequilíbrio mental se enveredar para um caminho de destruição?
Cartas encontradas na casa onde morava, revelam o envolvimento, real ou imaginário, com o islamismo. Fica claro também uma fixação pelos ataques terroristas de 11 de setembro, em Nova York. Na mente perturbada do jovem, a queda das torres gêmeas e a morte de milhares de inocentes, se justificaram.
Até onde uma pessoa com problemas psicológicos sérios, aliada a uma vida isolada e acesso a toda sorte de informações vindas da internet, pode ter contribuído na tragédia?
E a escola, seria possível prever o que estava para acontecer quando um ex-aluno entra dizendo que faria uma palestra?
Seriam os parentes mais próximos dele também culpados por não perceberem que suas ações, tidas estranhas, eram sinais de que algo não ia bem?
São muitas perguntas e poucas respostas. À luz de uma ação cruel e de difícil aceitação, fica uma única certeza: 12 crianças tiveram o seu futuro ceifado, sem sequer terem a chance de se defenderem.
Para nós brasileiros que vivemos nos Estados Unidos, notícias de ataques desta natureza estão longe de ser novidade. País nenhum no mundo viveu tantas vezes a ação doentia de pessoas que, assim como Wellington de Oliveira, descarregaram sua demência em estudantes sem culpa.
Porém, as vítimas do atirador, não foram apenas aquelas crianças mortas e feridas. Estudantes de uma escola inteira ficarão psicologicamente abalados para o resto da vida. As crianças que assistiram as coleguinhas sendo assassinadas com tiros na cabeça, serão vítimas de Wellington para o resto de suas vidas.
Até quando irá a indignação do povo? Até a próxima tragédia? Até o próximo massacre?
O brasileiro é conhecido por ter memória curta. Mas para aqueles que viveram a tragédia e para os pais e mães que perderam seus filhos, não há como esquecer.
Um abraço,