Breno da Mata Versão para impressão
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O sentimento coletivo entre os imigrantes de que o Brasil é um país de economia ruim, já pode começar a mudar. Os órfãos do Brasil ainda resistem, mas os fatos mostram que o país vem melhorando economicamente a passos largos.
Esta foi a conclusão da revista The Economist - a mais influente revista econômica do mundo. Nas 14 páginas de um especial sobre o Brasil, intitulado “Brazil Takes Off” (Brasil decola) o semanário traça um futuro promissor para o país que um presidente francês certa vez disse que não era sério. Em 2014 o Brasil deverá ser a quinta maior economia do mundo, deixando para trás países como Inglaterra e França. Até 2025 a cidade de São Paulo será a quinta mais rica do planeta.
A revista ainda coloca o país como destaque dentre os que compõe o BRIC (bloco composto por Brasil, Rússia, Índia e China). Diferentemente da China, o Brasil tem uma democracia. Não existe conflitos religiosos como na Índia. Sua fonte maior de exportação são o petróleo e os minerais e não armas como na Rússia. E acima de tudo o país é amigável com os estrangeiros.
Entretanto, a arrancada da economia contrasta com os problemas endêmicos que o afastam de ingressar no hall dos países ditos de primeiro mundo. Violência urbana, corrupção, mortalidade infantil e má distribuição de renda estão entre as causas que puxam para baixo a qualidade de vida dos brasileiros, bem como a imagem que o mundo tem do país.
A carteira cheia de dinheiro é o primeiro passo para cuidar destes problemas. Lula, diferentemente dos seus antecessores, foi o primeiro presidente a estabelecer programas governamentais que de fato melhoraram a qualidade de vida dos mais necessitados.
Mas falta muito para que o Brasil diminua a disparidade entre os ricos e os pobres. A mentalidade dos nossos políticos, falando de forma generalizada, também contribui em peso para a manutenção e proliferação das injustiças sociais.
A Lei de Gerson, atitude comum entre as pessoas, mostra que é preciso muito mais do que bons dados econômicos para a virada definitiva. É preciso lembrar que são as atitudes do dia a dia de cada um que faz do Brasil o que ele é hoje. Tanto no que temos de bom como de ruim.
Um abraço,