Breno da Mata Versão para impressão
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Nestes tempos de crise em que os imigrantes vivem nos Estados Unidos, observa-se um momento ainda mais profundo quanto à honestidade e ética. Muitos, que querem a todo custo, voltar para o Brasil com o seu “pé de meia”, se lançam de toda sorte de artifícios para conseguir seu objetivo.
Dificilmente passa uma semana sem que ouçamos histórias de fraudes contra bancos, cartões de crédito, mortgages, lojas, seguros etc. O jeitinho que muitos encontram para faturar aquele dinheiro extra e enviar ao Brasil, encontra na conivência dos amigos o seu maior aliado.
A pessoa que prima por viver uma vida honesta, no seu sentido mais puro, deveria reprimir o amigo que lhe conta como a sua esperteza o levou a ganhar dinheiro suficiente para viver bem no Brasil.
Será que alguém para e diz: “e o outro lado, como fica nesta história?” Alguém tem a coragem de levantar e dizer “você está errado. Isso não se faz”.
A imensa maioria diz, ou pensa NÃO É MINHA CULPA, NÃO É PROBLEMA MEU. Este pensamento, na verdade, é uma afirmação de que NÃO ME AFETA, NÃO É PROBLEMA MEU.
Por esse raciocínio, se você trabalha varrendo o chão para uma companhia que produz antibióticos e descobre por acaso que por um erro de administração um lote inteiro estragou, mas eles vão vendê-lo assim mesmo para não perder milhões, você pode perfeitamente pensar “eu não causei isso, eu não tenho nada a ver com isso, não é minha culpa, não é meu problema”.
Ou você pode escolher fazer alguma coisa sobre o assunto.
Não fazer nada certamente afeta o outro, especialmente quando você está numa posição privilegiada para mudar o curso dos eventos. Então sim, mesmo que não seja sua “culpa”, suas ações – ou omissões – continuam tendo consequências e significado.
Escolher a ação mais cômoda de não fazer nada, ou escutar o seu amigo relatar a esperteza, e não fazer nada, é em si um problema de implicações éticas.
As mesmas pessoas que usam de subterfúgios para atingir seus objetivos, são as mesmas que bradam para todos os lados sobre a “podridão” que envolve os nossos políticos.
A incoerência entre as palavras e as ações fica ainda mais evidente no dia a dia. A ética, que muitos cobram de nossos políticos, é qualidade cada dia mais rara entre as pessoas.
Um abraço,