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As cadeias que abrigam pessoas detidas pelo Departamento de Imigração dos EUA estão sendo colocadas em xeque. Denúncias de jornais americanos dão conta de que os imigrantes detidos são, em sua maioria, pessoas sem nenhuma ficha criminal.
Uma longa e detalhada reportagem da Associated Press demonstra que 400 imigrantes detidos, além de não serem criminosos, ainda estão presos há mais de 1 ano.
O caso mais dramático é de um cidadão chinês, que está há mais de cinco anos preso.
Hoje mesmo, quando o Comunidade News vai para a gráfica, um grupo de imigrantes, liderados por um brasileiro, inicia uma greve de fome em Massachusetts, para protestar contra a demora nos procedimentos de deportação, e da falta de informações recebidas na cadeia.
Talvez a atitude radical destes presos chame a atenção para outro fato, ainda mais grave, denunciado pelo jornal Boston Globe. De acordo com o diário, delegados de polícia espalhados pelo estado recebem cerca de $90.00 por dia para cada imigrante preso.
A denúncia pode colocar uma luz sobre o motivo que levou muitas cidades a terem declarado uma verdadeira caça às bruxas contra os imigrantes. Afinal, para eles, não passa de um negócio.
Somente no condado de Plymouth, o delegado Joseph D. McDonald Jr. tem 324 imigrantes presos. Em 2008 a região recebeu $15.6 milhões dos $48 milhões que o governo federal destinou à Nova Inglaterra.
Na cadeia do condado de Suffolk, que recebe $10 milhões por ano, o delegado Andrea Cabral declarou que esse dinheiro é uma salvação no orçamento da penitenciária.
Antes de ser uma despesa para o país, os imigrantes indocumentados parecem estar sendo a salvação, pelos menos do orçamento das cadeias.
O discurso de que é preciso fazer a lei ser cumprida, parece não passar de um subterfúgio para justificar a verdadeira intenção destas pessoas.
O custo do sacrifício humano, no entanto, está sendo ignorado. Enquanto os policiais correm para encher as prisões, deixam de lado os direitos humanos de que todos têm direito, incluindo o direito a tratamento médico.
Que o diga a família do chinês Hiu Lui Ng, 34, que teve seu pedido de assistência médica negado, vindo a falecer de câncer sob a guarda do Estado.
Um abraço