Breno da Mata Versão para impressão
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As duas últimas semanas foram marcadas por muitas perdas na nossa comunidade. Em praticamente todas elas, foram os pais que perderam seus filhos. Alguns de forma bruta e acidental, outros de forma natural.
Em Massachusetts, três jovens morreram de forma trágica em um acidente de carro. Uma quarta pessoa morreu afogada. Em Danbury, uma mãe perdeu seu filho de 13 anos, também vítima de afogamento enquanto passava férias no Brasil. Ainda em Danbury, uma jovem de 17 anos deixou os pais e a família também de forma inesperada, depois de sofrer uma parada cardíaca.
Em Nova Iorque, o conhecido cantor Roberto Trevisan perdeu sua irmã para o câncer.
Será que podemos dizer que todas estas pessoas que sofrem a dor da perda tiveram seu coração confortado pelo fato de terem desfrutado da companhia deles? Alguns sim, outros talvez não.
Muitos de nós estamos neste país separados de nossas famílias. Sejam os pais, irmãos, filhos ou mesmo tios e primos. Não importa. Tentamos não pensar que algo pode acontecer com eles. Ninguém pensa na possibilidade da morte. Mas dizem que a morte faz parte da vida e que esta é a única certeza que temos. Cedo ou tarde todos nós iremos morrer. Mas isto não significa que a perda de um ente querido seja fácil. Não é.
Fazemos planos durante toda a vida, como se a vida somente se iniciasse no dia que compramos aquela casa, aquele sítio, aquele carro, depois que fizéssemos aquela viagem. E quando a morte entra sem ser convidada, todos estes planos são interrompidos subitamente. Percebemos que desperdiçamos grande parte da nossa vida na preparação de um momento que nunca mais irá chegar, ficando para sempre um sentimento de vazio e de arrependimento de ter planejado muito e agido e amado pouco.
Karla Patrícia disse que “O momento mais difícil não é na hora da perda, e sim no dia seguinte, onde procuramos e não encontramos e temos a certeza que nunca mais teremos!”
A vida não dá segunda chance. Aproveite enquanto há tempo para ser aproveitado.
Um abraço,