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Com a entrada da seleção brasileira em campo, saem de cena todos os problemas vividos pelos imigrantes nos Estados Unidos, especialmente os indocumentados. Pelo menos até o fim da Copa do Mundo. Até os jornais americanos, que pouco ou nada sabem sobre futebol e Copa do Mundo, redirecionaram o foco das matérias, antes concentrados nos problemas da ilegalidade, para a paixão dos latinos pelo futebol, e toda comemoração que acontece a cada vitória do seu time na Alemanha. Coincidentemente, os acalorados debates no congresso norte-americano sobre as reformas imigratórias estão em banho-maria. Desde o feriado de Thanksgiving, quando foi prometido uma solução definitiva para o problema, pouco ou quase nenhuma palavra neste sentido foi emitida por ambos os partidos, Republicano e Democrata. Aliás, foram os Republicanos que deixaram a sensação de que nenhuma decisão será tomada antes de novembro, quando ocorrem as eleições para representantes estaduais, federais e governadores. Neste meio tempo, os brasileiros, assim como outros latinos que também amam o futebol, estão concentrados apenas numa coisa: a televisão. Os brasileiros, em especial, seguem à risca uma cultura que coloca a diversão acima de qualquer outra coisa. A exemplo do que acontece no Brasil, quando no período compreendido entre o Natal, passagem de ano e carnaval, o país literalmente pára, fora das terras tupiniquins não é diferente. Quando as manifestações pró-imigrantes estavam sendo organizadas por todo os EUA, houve um grande debate quanto ao uso das bandeiras dos países de origem nas passeatas. Muitos argumentavam que usar tais bandeiras seria ofensivo aos americanos, pois estamos em terras norte-americanas. Outros discordavam, dizendo que ambas as bandeiras deveriam ser estendidas. Sinceramente, eu gostaria de ver as pessoas que eram contra o uso da bandeira do Brasil, num dia de vitória da seleção brasileira na Copa do Mundo. Assim como aconteceu nas copas passadas, o que se vê é uma verdadeira invasão verde-amarela nas ruas. Todos, sem exceção, vestindo uma camisa do Brasil, e dezenas empunhando uma bandeira. Mesmo alguns jogos tendo ocorrido num dia de semana, a maioria não pensou duas vezes em deixar o trabalho de lado para participar da festa, coisa que não fizeram quando as passeatas ocorreram, mesmo tendo sido num domingo. Enquanto a nossa seleção estiver ganhando os jogos na copa, tudo será alegria. E assim deve ser. Precisamos de momentos de alegria, descontração e patriotismo. Mas também temos que levar a sério assuntos não tão alegres como este, mas que dependem de nossa participação e unidade para vencermos. Um grande abraço, Breno da Mata Editor/Diretor