Breno da Mata Versão para impressão
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Uma frase dita pelo norte-americano Joel Pitman, sobre a morte do seu filho, Daniel Duque, no Rio de Janeiro, provocou um debate no fórum do web site do comunidadenews.com.
Segundo Pitman, ainda existe muita corrupção no Brasil.
Algumas pessoas concordam e reforçam a idéia de que o Brasil é sinônimo de corrupção e de que apenas aqueles que estão “dentro do sistema” são beneficiados e podem viver dignamente.
Outros discordam e acreditam que o Brasil é o melhor país para se viver, apesar de todos os problemas.
Pessoalmente, acho que nem um nem outro ponto de vista estão errados.
Antes de mais nada é preciso lembrar que a corrupção, apesar de ser um problema endêmico no Brasil, não é uma exclusividade nossa. Em diferentes níveis, todos os países sofrem do mesmo mal.
Aliás, tem uma frase que diz: “A corrupção é mundial, mas a impunidade é brasileira”.
Não sei se concordo com a frase, mas o certo é que o povo brasileiro (particularmente o pobre) sofre com esse problema.
Mas será que o Brasil é somente isso? Corrupção, criminalidade e impunidade?
Qual o motivo então que faz do nosso povo um dos mais felizes do mundo? A resposta pode estar na forma como o brasileiro vive.
Mesmo com poucos recursos financeiros, o carioca, baiano ou pernambucano que, mesmo ganhando muito pouco, sai do seu trabalho, troca de roupa e curte um final de tarde à beira-mar.
O mineiro pega a bicicleta ou a mochila e vai respirar o ar puro das montanhas.
Não é preciso carros caros, TV’s de plasma ou casas com piscina. O que basta é a tranqüilidade e a saúde para curtir a vida, mesmo com pouco dinheiro.
Olhe ao seu redor e veja a quantidade de pessoas que estão sofrendo de doenças, como câncer por exemplo. Pessoas que nunca tiveram histórico familiar.
O estresse do dia-a-dia, a necessidade incansável e interminável de trabalhar, a incerteza no futuro. Tudo isso contribui para a degeneração de nossa saúde física e mental. Como conseqüência, muitos adoecem e acabam morrendo.
O brasileiro, fora do Brasil, é um saudosista. Sentimos falta de nossos familiares, do pé no chão, do cheiro da terra molhada, do pôr-do-sol na praia, da conversa descompromissada na varanda da casa. Coisas que estão lá, para todos, independente de ser rico ou pobre.
Criamos na nossa cabeça o idealismo de uma nação sem defeitos.
O Brasil pode não ser um país perfeito para se viver, mas afinal, qual país é?
Talvez a felicidade não esteja em se tentar viver num país de contos de fadas, mas sim reconhecer que são nas coisas simples que podemos encontrar a razão de uma vida feliz.
Um grande abraço,