Breno da Mata Versão para impressão
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Aconteceu o que já era esperado. A GM, uma das maiores montadoras do mundo, quebrou e entrou com o pedido de concordata nesta segunda-feira.
A falência da gigante automobilística tem um efeito muito maior do que o financeiro. Os Estados Unidos estão assistindo aos seus ícones descerem ralo abaixo. Além de fazer parte da cultura do país, e porque não dizer do Brasil também.
Quem tem mais de 40 anos se lembra bem que todo adolescente do final dos anos 70 início dos 80, sonhava em um dia ter um Opala 4100.
A GM da América Latina não está ameaçada pela crise da matriz, mas sem dúvida que ela irá de alguma forma respingar no Brasil. Especialistas já dizem que os consumidores brasileiros poderão pensar duas vezes antes de comprar um carro de uma empresa em concordata.
No ano passado, os norte-americanos já haviam “perdido” para a belgo-brasileira Ambev, a igualmente yankee cervejaria Budweiser, outro símbolo do país.
O jornal mais influente do mundo, o todo-poderoso The New York Times, viu-se obrigado a vender 6.9% da empresa para o empresário bilionário mexicano Carlos Slim Helú por $250 milhões.
Aos poucos, a crise que se prova bem mais profunda que inicialmente prevista, vai colocando um fim em tudo que o país construiu ao longo dos séculos. Para eles, o simples fato de ver estas empresas sendo parcialmente ou totalmente vendidas para estrangeiros, tem gosto de remédio amargo. Eles sabem que é a solução para os problemas, mas é difícil de engolir.
Enquanto o governo do presidente Obama prosseguir salvando e estatizando estas companhias, os efeitos serão amenizados a curto prazo, mas a longo prazo o país está enterrado em quase 2 trilhões de déficit, o que deixará uma herança para a terceira e quarta geração pagar.
O dólar vem sofrendo os efeitos da crise há meses, caindo em relação às principais moedas do mundo. Até o yene, que vem sofrendo devido aos péssimos índices da economia japonesa, se valorizou frente ao dólar.
A moeda é o último (e o maior) símbolo do domínio e poderio que os Estados Unidos sempre tiveram perante o mundo. Se este último cair, o que restará?
Um abraço,