Breno da Mata Versão para impressão
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Durante o jogo dos Estados Unidos com a Inglaterra, o mall de muitas cidades espalhadas pelo país estavam repletos de pessoas pouco antenadas com o que estava acontecendo na África do Sul.
Nos Estados Unidos, a vida continua a mesma durante a Copa do Mundo. Não temos horários especiais no trabalho. Os bancos não fecham mais cedo e as pessoas não vão para as ruas gritando ou buzinando seus carros. Pelo menos é isso que acontece entre os norte-americanos.
Apesar do futebol não estar nem entre os cinco esportes mais importantes do país, algo está diferente este ano. Mesmo com todo o desprezo dos norte-americanos pelo “soccer”, mais de 13 milhões de pessoas acompanharam o jogo dos EUA contra a Inglaterra pela televisão.
A ESPN, TV líder no segmento esportivo, já reconheceu que não se pode ignorar a maior competição esportiva do mundo. A estrutura montada pela emissora para a cobertura da Copa é a maior da história. São 300 profissionais enviados para a África e outras dezenas na sua sede em Bristol, Connecticut.
Afinal, os números que envolvem a competição são impressionantes. Segundo a consultoria Grant Thornton, a Copa da África do Sul vai produzir um impacto econômico da ordem de quase 12 bilhões de dólares, em todo o mundo. Somente a FIFA deve faturar cerca de 3,2 bilhões de dólares, sendo o lucro líquido estimado em 2,1 bilhões de dólares.
Os websites dos maiores jornais do país, como o New York Times e Washington Post, dedicam seções especiais para a cobertura dos jogos. Fato que não ocorreu nem mesmo quando a copa foi realizada em solo norte-americano, em 1994.
O crescimento acelerado da imigração latina e europeia no país tem contribuído para a mudança. Em Nova York, existem bares para cada nacionalidade, todos transmitindo os jogos. A ESPN latina até montou uma equipe de comentaristas e narradores brasileiros dedicados a transmitir os jogos em português, sinal de que reconhece a importância da comunidade no país.
A nós brasileiros, resta aproveitar o momento com responsabilidade e educação. Não abusando das condições que nos têm sido dadas. Não comemore 30 dias de festa futebolística e depois passe o resto da vida se arrependendo dos erros.
Um abraço,