Breno da Mata Versão para impressão
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Com a mudança no clima na costa leste dos Estados Unidos, a comunidade brasileira tenta deixar para trás, além do frio intenso e a depressão do inverno, a má fase financeira.
Não seria exagero afirmar que, nos últimos 10 anos, este foi um dos invernos mais difíceis para boa parte dos brasileiros.
A lição da história infantil da cigarra e da formiguinha não teve muitas chances de serem aplicadas nos últimos 5 meses.
O trabalho durante o ano de 2007 não foi suficiente para cobrir as despesas do longo período de férias forçadas que muitos trabalhadores são obrigados a passar.
Um dos grandes vilões foi, sem dúvida, a crise no setor de imóveis.
Como uma bola de neve, a queda brusca nas vendas das casas, teve como conseqüência a baixa nos serviços de carpintaria, pintura, foundation, roofing, etc, atingindo em cheio os brasileiros.
Paraticamente nenhum setor ficou livre da crise.
Como se não bastasse, o nosso querido prefeito de Danbury se encarregou de dar o empurrão que faltava para jogar muitos no buraco financeiro.
Com a aprovação da lei municipal conhecida como 287g, restou pouca esperança na tão sofrida batalha diária que enfrentamos.
No embalo da baixa do dólar, milhares de pessoas sentiram que a hora de voltar havia chegado. E muitos partiram, fazendo o caminho inverso que um dia os trouxe na esperança de mudar tudo que conheciam na vida.
O ciclo que todos os anos se repete, nos joga novamente na onda da esperança. Mais calor significa mais trabalho, mais dinheiro e mais ânimo para enfrentar outro ano, que ainda está para se provar melhor ou pior do que o velho.
Se por um lado as pessoas começam a se adaptar à crise imobiliária e ao bicho-papão da imigração, por outro novos fantasmas ameaçam deixar pela metade os sonhos de um ano de recuperação.
Viver hoje nos EUA está, pelo menos, duas vezes mais caro do que há 10 anos.
Em 2000 a gasolina custava U$ 1.90, hoje ela beira a casa dos U$ 4.00 o galão.
Ir ao supermercado tem se tornado um pesadelo para as donas de casa, que assistem a escalada sem fim dos preços dos alimentos.
Todos sentimos no bolso os efeitos da inflação, mas o governo insiste em negar, ao divulgar que a inflação média em agosto de 2007 foi de apenas 1.7%.
Isso só prova que, assim como no Brasil, aqui os números da inflação são manipulados para esconder o verdadeiro custo de vida.
Quando se trata de enganar o povo, não existe diferença entre países de primeiro e de terceiro mundo.
Um grande abraço,