Breno da Mata Versão para impressão
Enviar para um amigo
|
Sempre quando há algum tipo de eleição dentro da omunidadebrasileira nos EstadosUnidos, existem divergências e polêmicas. Ataques pessoais e ataques públicos não faltam.
É eleição dos representantes comunitários, eleição dos “15 Notáveis”, eleições disso, eleições daquilo.
Um dos focos deste tipo de problema acontece frequentemente em New Jersey e Massachussetts. Outros estados também observam problemas semelhantes, porém de menor intensidade.
Mas o que está por trás de tanta rivalidade, disputas e
agressões verbais? Poder (duvido), status (provável) ou vaidade (certamente)?
Apesar do grosso de nossa comunidade ser formada por trabalhadores braçais, que vivem longe deste mundo antasioso, os poucos que se ocupam com este tipo de futilidade, fazem muito barulho.
É interessante observar que, para muitas pessoas, as aparências são mais importante do que outros valores da vida. Estes tentam se esconder atrás de falsos títulos na tentativa inútil de se tornarem pessoas que nunca foram, não são e provavelmente nunca serão.
É triste saber que por vergonha, medo ou timidez, coloca-se uma máscara para esconder o verdadeiro Eu. Ou até mesmo, o motivo poderia ser orgulho?
Falar o que não se é. Ter falsa modéstia. Querer ser mais do que não é. Um ‘megalomaníaco pessoal’, exagerando na própria imagem, e quando este chega no silêncio de sua mente, percebe que não é nada daquilo que professa aos outros.
Sempre disse que as atitudes falam mais do que as palavras. Mostram ter dinheiro, ter posição social, ter carro novo, mas e os valores, onde estão?
É frustrante ver que muitas pessoas endeusam as futilidades da vida, mas esquecem dos verdadeiros valores que deveriam estar acima de qualquer outra coisa.
Pode-se não ter e não ser nada, mas o importante é a percepção que os outros têm. A comunidade brasileira nos EUA vive uma crise de identidade.
Vivemos um momento de transição, de incertezas no que somos e no que estamos caminhando para se tornar. Estas eleições e premiações que acontecem à revelia do povo, não prova sua legitimidade.
Não existe apoio do povo que forma esta comunidade. Tudo fica reduzido a um grupo de pessoas que finge representá-los.
A crise financeira e imigratória abalou os pilares de nossa comunidade. Não precisamos de uma crise de caráter para acabar com o pouco que resta.
Um abraço,