Breno da Mata Versão para impressão
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O ano começa com uma boa notícia para milhares de imigrantes indocumentados nos Estados Unidos. O governo Obama anunciou, na última semana, que mudará um procedimento antigo no Departamento de Imigração que causa uma grande injustiça com pessoas filhas ou casadas com cidadãos norte-americanos.
No atual sistema, um imigrante que entrou no país de forma ilegal, mesmo que casado com um cidadão ou cidadã norte-americano, deve retornar ao país de origem e esperar para receber o visto. O problema é que, ao sair, a pessoa é automaticamente banida de retornar por um período que vai de 3 a 10 anos.
Como consequência, a grande maioria escolhe não deixar o país, preferindo continuar a viver na ilegalidade.
A mudança elimina a necessidade de se ausentar, permitindo que o imigrante faça o requerimento ainda dentro dos Estados Unidos.
O governo dá um passo muito importante na direção de corrigir injustiças históricas que o atual sistema provoca. Não resolve todos os problemas dos cerca de 11 milhões de imigrantes que ainda vivem sem documentos, mas certamente irá resultar na reunião de milhares de famílias e aliviar a vida de outros tantos que passam por este problema.
Além disso, a Imigração está em pé de guerra com o sindicato dos agentes que compõe o chamado ICE (a policia da Imigração). O governo quer que todos os agentes passem por um curso de um dia para treiná-los nos procedimentos de prisão e deportação de imigrantes indocumentados.
De acordo com a nova política, apenas aqueles com ficha criminal grave devem ser o alvo das prisões e deportações.
O sindicato argumenta que a política vai de encontro ao dever de aplicar a lei, além de promover uma “anistia” disfarçada.
Janet Napolitano, chefe do Departamento de Segurança Interna, que comanda a Imigração, diz que prender uma mãe ou pai de família sem antecedentes criminais não é prioridade.
Apesar de toda oposição dos Republicanos em aceitar qualquer tipo de reforma imigratória, Obama vem promovendo certas melhorias que ajudam a aliviar o sofrimento de milhões de pessoas e evitar a injustiça de deportar quem vive de forma decente neste país.
Um paliativo dentro de um sistema que a muitos anos carece de mudanças radicais.
Um abraço,