Breno da Mata Versão para impressão
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No próximo dia 31 acontecerá um fenômeno inédito: um suicídio coletivo. Mas não se apavore, pois as mortes serão apenas virtuais. Isso mesmo. No último dia de maio milhares de pessoas irão “matar” suas vidas na rede social mais poderosa do mundo, o Facebook.
A medida “extrema”, acontecerá em protesto ao fato da rede social, criada pelo universitário Mark Zuckerberg, estar colocando em cheque a privacidade dos seus cerca de 400 milhões de usuários espalhados pelo mundo.
Esta semana Mark Zuckerberg disse, em carta enviada ao jornal Washington Post, que “errou o alvo” quando modificou o sistema de privacidade do site.
Sendo eu um usuário de redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter, observo que nem todos estão de fato preocupados com a sua privacidade. Pelo contrário, o que observo é uma enxurrada de post, twitts, e fotos que expõem os seus momentos mais íntimos a uma grande quantidade de pessoas. E muitos destes “amigos” que não se conhecem pessoalmente.
Muitos se expõem mais virtualmente do que na vida real. Chega a ser irritante. São twitts para dizer que acabou de acordar mas ainda está com sono, ou que saiu para levar o cachorro para fazer xixi, e por aí vai. Eu não acredito que esta mesma pessoa iria pegar um telefone e ligar para um amigo para dizer a mesma coisa. Então por que agir assim virtualmente? O que faz esta pessoa pensar que os outros estão interessados em saber estas coisas?
O problema, no entanto, não está nas novas tecnologias em si, mas na forma como algumas pessoas a usam. Se bem utilizadas, todas elas podem trazer benefícios.
O Myspace, por exemplo, que já foi a número um nos Estados Unidos, é hoje usada por 90% dos músicos independentes. Sem ela, muitos teriam dificuldades em expor seu trabalho para potenciais produtores.
Entre os brasileiros, o Orkut ainda é a rede social mais popular. E, por isso, muitos departamentos de recursos humanos de empresas a utilizam para observar o perfil de candidatos a vagas de empregos. Aquelas fotos de você bêbado no bar, certamente não contarão pontos na decisão de contratá-lo.
Dois fatos, no entanto, contribuem para o grande sucesso das redes sociais: a necessidade de alguns em aparecer e outros de bisbilhotar.
Se é isso que o motiva a usar as redes sociais, não perca tempo, se junte aos que dirão adeus no dia 31.
Um abraço,