Breno da Mata Versão para impressão
Enviar para um amigo
|
A acusação de estupro contra o ex-todo-poderoso chefe do FMI,Strauss-Kahn, acaba de ganhar contornos inesperados e de interesse dos imigrantes. A camareira que fez as acusações, uma imigrante de 32
anos, de Guiné, é apontada pela imprensa novaiorquina de ser uma prostituta e mentirosa patológica.
Segundo o New York Post, ela teria feito as acusações de estupro depois que Strauss- Kahn se recusou a pagá-la por sexo oral. A camareira ainda teria terminado a limpeza do quarto e de outra suíte vizinha, antes de avisar ao gerente do hotel o que havida acontecido.
A imigrante é suspeita de oferecer serviços especiais a hóspedes do hotel a troco de gorjetas “extraordinárias”. O caso vai além de suas ações suspeitas no hotel. Ela teria mentido sobre um susposto estupro no seu país de origem para obter asilo nos Estados Unidos. As mentiras
ainda teriam continuado depois que se estabeleceu em- Nova Iorque.
Para receber ajuda de moradia do governo, ela mentia quanto à renda que recebia. O número de filhos que declarava no imposto de renda também não condizia com a verdade. Todos estes fatores complicam
o trabalho dos promotores, colocam a credibilidade das acusações em dúvida e, de quebra, ainda questiona as intenções de milhares de pessoas que pedem a cada ano refúgio nos EUA.
Isso nos remete às pessoas (que muitos de nós conhecemos) que usam da mentira para se beneficiarem financeiramente. Pior, todas estas pessoas ganham relativamente bem. Não é incomum ver pessoas estacionando carros de luxo na porta das entidades que ajudam aos mais carentes.
Assim como a camareira, que está acusando Strauss- Kahn de estupro - e que agora se vê nos centros das atenções pelos motivos na qual
não esperava - muitos que agem desta forma também, cedo ou tarde, irão ser expostos à verdade. A humilhação na qual estarão sujeitos não compensa tudo que ganharam através da desonestidade. Se a camareira foi, de fato vítima de estupro, independentemente de seu passado, a verdade virá à tona e o culpado punido.
Mas isso não elimina a possibilidade dela também terminar recebendo
sua própria punição pelas mentiras não relacionadas com o caso