Breno da Mata Versão para impressão
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A recente vitória do governo federal em parar a parte mais polêmica da racista lei do Arizona, repercutiu como um sino de alerta aos demais estados que pretendiam seguir os passos do Arizona.
Em Ohio, o senador republicano Courtney Combs, que já estava a ponto de introduzir lei similar, abandonou a idéia nesta última semana alegando que não iria desperdiçar o dinheiro dos contribuintes com uma causa perdida.
Idaho e Minessota seguiram o mesmo caminho, após a juíza federal barrar os principais pontos da lei. Somente o Texas continua na idéia fixa de implementá-la.
Enquanto praticamente todos os republicanos, e muitos democratas, se voltam contra os imigrantes na tentativa de agradar seus eleitores, cresce os rumores de que o governo Obama estaria de fato estudando conceder uma forma de legalização para parte dos imigrantes que estão no país sem documentos.
Segundo informações da Fox News, Obama teria pedido a elaboração de um estudo sobre o assunto. O documento, de 11 páginas, teria circulado na Casa Branca para avaliação. Nele, o Departamento de Imigração teria esboçado planos de “reduzir o risco de deportação” para determinados imigrantes sem documentos, sem a necessidade de uma reforma imigratória aprovada pelo congresso.
Pela segunda vez, republicanos enviaram uma carta ao presidente pedindo que ele abandonasse a idéia. A Casa Branca negou o fato, assim como fez na primeira vez, no início de julho.
Obama está ciente de que o destino de uma reforma está nas mãos de políticos pouco preocupados com a situação imigratória em si. O que está em jogo é a eleição de outubro. Com pesquisas, pouco confiáveis em termos científicos diga-se de passagem, apontando que a maioria das pessoas apóia o arrocho contra os imigrantes, é improvável que haja uma união bipartidária no sentido de apoiar a reforma.
A demagogia dos políticos esconde até mesmo os fatos que mostram como as cidades que fazem fronteira com o México estão em situação melhor do que as demais, em termos de violência.
Ou seja, ir contra a imigração ilegal não é questão de segurança pública, mas sim questão de manter seus empregos no governo.
Um abraço,