Breno da Mata Versão para impressão
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De passagem pelos Estados Unidos, a presença da presidenta Dilma Rousseff marca mais um ponto para o Brasil na já respeitada imagem que ganhou durante o governo Lula.
Sua fala na ONU, em Nova York - inédito por ser a primeira mulher a abrir os discursos na história da instituição - ganha mais peso com a capa da revista Newsweek. Com uma fotografia de Dilma de braços abertos, a capa do semanário diz “Onde as Mulheres estão Vencendo”. Dentro, a reportagem traz uma entrevista com a nossa presidenta intitulada “Não mexa com Dilma”.
Assinada pelo repórter Mac Margolis, o texto mostra ao mundo aquilo que nós já sabíamos. Dilma governa o país com pulso firme e promove uma limpeza no próprio governo.
A presidenta usa de mão de ferro para resistir a pressão dos partidos aliados e afastar todos que se envolvem em falcatruas. No processo, vai se cercando de pessoas de confiança. Não raro ela faz seus assessores chorarem com os pitos que costuma passar quando as coisas não saem como gosta.
A estratégia tem gerado problemas dentro e fora do governo. Enquanto muitos da base aliada vão se rebelando ao perderem suas pastas no governo, a população enxerga de duas formas. Alguns acham que existe muita corrupção enquanto outros observam que a faxina está sendo feita e, portanto, gerando mais notícias na mídia.
A reportagem ainda mostra como o Brasil tem se destacado por sua forte economia. O repórter informa que o Brasil vem de um crescimento de 7,5% em 2010. Estima que o PIB de 2011 terá um tônico “respeitável” –algo entre 3% e 3,5%. Enquanto as nações ricas lutam para evitar uma “dupla recessão, o Brasil tenta esfriar sua ardente economia”.
Como resultado, os Estados Unidos veem um súbito aumento no interesse do nosso idioma. Na universidade de Harvard, as aulas de português ganharam um interesse maior, embalados pela possibilidade de um dia os futuros administradores terem que fazer negócios no Brasil.
E para completar, Dilma irá se reunir com o grupo BRICS, do qual faz parte, para estudar uma possível ajuda financeira à Grécia.
Há 15 anos seria difícil de imaginar que um dia estaríamos lendo estas notícias nos jornais.