Breno da Mata Versão para impressão
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O consulado do Brasil em Nova Iorque recebeu este mês o seu novo comandante, Osmar Chohfi.
Diplomata de carreira, começou sua trajetória em 1967 vindo a se especializar em assuntos latino-americanos.
A escolha de Osmar para Nova Iorque segue uma tendência já iniciada com o antecessor, José Alfredo Graça Lima, que trouxe para o consulado um estilo conciliador e uma experiência extra em negociações internacionais.
Longe de necessitar de grandes e longas reuniões de negociações entre países, a jurisdição na qual Osmar assume irá exigir muita negociação “interna”, ou seja, dentro da própria comunidade brasileira.
Mesmo ainda não conhecendo de perto as entranhas da nossa comunidade, o cônsul já acertou em cheio no tocante à representatividade. Falando sobre o assunto, durante reunião com a imprensa brasileira, ele disse que não podemos ter líderes que se autoproclamam líderes. É preciso haver legitimidade.
E legitimidade é uma palavra desconhecida de muitos que se julgam no direito de falar em nome dos brasileiros. Existem poucas as comunidades em que a comunidade reconheceu de fato o trabalho de seus ditos representantes.
Massachusetts é uma exceção. O trabalho desenvolvido pelo CIB (Centro do Imigrante Brasileiro), mostra que a tal legitimidade vem do trabalho sério e isento de interesses pessoais, pecado em que tantos outros insistem em cometer.
New Jersey e Connecticut ficam no mesmo patamar, ou seja, carecem de organizações sérias. Sendo este último estado em situação ainda mais dramática pois está infestado de falsos representantes. Pessoa que usam a retórica, a imagem e o subterfúgio do “poder” para prejudicar as mesmas pessoas que dizem liderar.
A chegada de um novo cônsul abre novamente a porta para estas pessoas, que tentarão de tudo para se colocarem à frente como líderes.
Porém o recado do cônsul já foi dado. Ele pode ser um novato em Nova Iorque, mas possui 41 anos de experiência diplomática. Será preciso muito mais do que palavras bonitas e fotos com autoridades para enganá-lo.
Um abraço,