Breno da Mata Versão para impressão
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Um questionamento, aparentemente nunca antes feito, começa a tomar forma depois da tentativa de um imigrante explodir um carro bomba na Times Square, no coração de Manhatam: o processo de conceder cidadania norte-americana.
O paquistanês Faisal Shahzad adquiriu a cidadania americana há menos de um ano, jurando “apoiar e defender a Constituição e as leis dos Estados Unidos da América contra todos os inimigos”.
Agora que ele admitiu a tentativa de terrorismo, todo o processo que o levou à cidadania está passando por uma profunda revisão.
Com uma rapidez sem precedentes, republicanos e democratas se reuniram nesta última segunda-feira para introduzir uma legislação no Senado que prevê o cancelamento de qualquer cidadania de pessoas envolvidas com terrorismo.
A proposta teve o senador Joe Lieberman, de Connecticut, e Scott Brown, de Massachusetts, como co-patrocinadores. Mas eles não foram os únicos. Uma lei idêntica está sendo apresentada no Congresso pelos deputados Democrata Jason Altmire e o Republicano Charlie Dent, ambos da Pennsylvania.
Os legisladores argumentam que desde 1940 as leis que regem a naturalização de cidadãos estrangeiros não mudam. Nela, existem sete categorias que podem determinar o cancelamento de uma cidadania.
As mudanças, entretanto, podem dar poderes ao governo de retirar uma cidadania quando não existem fatos concretos que provem um ato considerado extremo por muitos.
O que me surpreende de fato, não é a proposta em si, mas a facilidade que eles encontram para se juntar e apresentar uma proposta de imigração, quando a mais de cinco anos que se tenta, sem nenhum sucesso, um acordo de reforma do sistema imigratório.
Podemos esperar processos imigratórios mais burocráticos, tempos de espera mais longos e famílias mantidas à parte por mais tempo.
Novamente, os atos extremos de alguns, irão refletir na esmagadora maioria que está neste país, vivendo uma vida digna e honesta.
Um abraço,