Breno da Mata Versão para impressão
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O mercado imobiliário brasileiro vive hoje os seus dias de glória. Assim como aconteceu nos Estados Unidos, a explosão do mercado assusta àqueles que já assistiram este filme antes. Em 2003, o país financiou cerca de 200 mil imóveis. Em 2009 este número pulou para 900 mil.
Porém, a realidade brasileira não é a mesma dos EUA de seis anos atrás. Pelo menos no tocante à possibilidade de uma bolha imobiliária.
As regras do Brasil são bem diferentes. As leis que regularam os bancos, impediram que o sistema financeiro entrasse em colapso junto com o resto do mundo. No setor de crédito imobiliário não é diferente.
Apesar dos preços dos imóveis no Brasil estarem subindo a passos largos, o que mantém o crédito disponível para as pessoas não são as especulações, como ocorreu aqui. Lá, a Poupança e o FGTS são os principais responsáveis pelas linhas de crédito.
Nos EUA, no auge da corrida imobiliária, os bancos emprestavam até 110% do valor do imóvel. Eram títulos chamados de podre, ou o sub-prime. No Brasil, o valor médio de financiar é de 60% do valor do imóvel.
O déficit imobiliário, o crescimento econômico e o aumento da Poupança advinda do aumento da renda do trabalhador, são os pilares da explosão imobiliária.
Em 2009, o setor imobiliário bateu todos os demais investimentos. Especialistas estimam que o ritmo deverá se manter por um longo período, o que faz mais sentido as pessoas entrarem no mercado o mais cedo possível de olho na valorização crescente no setor.
Para os brasileiros que vivem fora do país, mas sonham em regressar um dia, investir em imóveis faz grande sentido. Mesmo que o investimento não tenha liquidez, ele propicia uma segurança a médio e longo prazo sem comparação.
Porém, como todo investimento, é preciso fazer com consciência. Estudar a região, o tipo de imóvel, pesquisar preços e, em caso de financiamento, a instituição financeira, são passos importantes para diminuir os riscos.
Enquanto isso, os últimos dados do mercado nos EUA mostram que o número de imóveis vendidos continua a cair, sem perspectiva de recuperação a curto prazo.
Um abraço,