Breno da Mata Versão para impressão
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Já citei aqui que o brasileiro que mora fora há muito abandonou a política brasileira, se é que um dia ele a teve como assunto importante na vida.
Ao verificar o número de pessoas que votaram no primeiro turno em Nova Iorque (apenas 41.8% dos inscritos compareceram), fica uma questão: como podemos exigir dos governantes se nem sabemos direito quem eles são, o que representam ou o que fazem?
Existe um paradoxo que apenas a educação poderá resolver. As pessoas se distanciam da política devido ao grande número de escândalos, roubos e descaso com o cidadão comum. Ao se distanciar, acabam dando mais liberdade para que os políticos desonestos continuem roubando. A corrupção cresce e as pessoas se distanciam ainda mais.
Uma pesquisa recente feita pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, revelou que a maioria das pessoas não sabe o quanto pagam de impostos. Não tem idéia do que está embutido nos preços das mercadorias e bens de consumo que compram. Não sabem nem o que pagam de impostos retidos no contra-cheque.
O povo ainda não despertou para a importância que tem o voto e a participação política. A questão não é gostar ou não de política. Não devemos confundir a nossa participação política com gostar ou não dos políticos.
Como iremos cobrar, reivindicar ou exigir respeito se nem participamos do processo que os elegeu?
Na Grécia antiga, os gregos chamavam de “idiótes” as pessoas que se encontravam alheias ao processo político da época. Esta é a origem da palavra idiota.
Será que é isso que somos? Uma nação de idiotas?
Um abraço,