Breno da Mata Versão para impressão
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Hoje o presidente Lula deu um puxão de orelhas em muitos países quanto a ajuda que tem sido dada ao terrível terremoto que destruiu o Haiti.
O Brasil já colocou US$ 15 milhões à disposição do Haiti além de recursos humanos, material hospitalar e alimentos. Mas este número pode chegar a US$19,8 milhões.
O motivo das declarações de Lula baseia-se nos números, que mostram que nações mais ricas doaram muito menos dinheiro. O trabalho humanitário feito pelo governo brasileiro ao longo dos anos ganhou destaque com a tragédia. A missão da ONU, que é coordenada pelo Brasil, está levando o país a ser, juntamente com os Estados Unidos e Canadá, os líderes mundiais na coordenação dos esforços de ajuda humanitária e consequente reconstrução do Haiti.
O terremoto de 7.0 na escala Richter (que vai até 9), deixou um rastro de destruição na cidade de Porto Príncipe. Local onde impera a pobreza, falta de saneamento básico e grande concentração populacional. O dumping ilegal nas áreas de cultivo de arroz, principal produto da agricultura local, obrigou os camponeses a deixarem suas terras. Como resultado, muitas cidades se tornaram populosas, contribuindo para aumentar a tragédia durante o terremoto.
Os EUA suspenderam as deportações de cidadãos haitianos, além de embarcar milhares de refugiados rumo a Miami. Crianças estão sendo levadas para posterior adoção. Outros países estão tomando medidas semelhantes.
O país mais poderoso do mundo pouco conhecia o seu vizinho mais pobre do Continente Americano antes da tragédia. Enquanto o Brasil aloca seu exército para trabalhos humanitários ao redor do mundo, os EUA coloca milhões de soldados e bilhões de dólares a serviço de guerras pouco ou sem nenhuma justificativa. Com isso, cria mais miséria do que alívio por onde passa.
Talvez a tragédia do Haiti sirva como um “wake up call”, um alerta que faltava para mostrar que o mundo precisa muito mais de união para erradicar a miséria e a fome do que misseis de milhões de dólares para destruir barracos de barro no meio do Oriente Médio.
Um abraço.